Foto: Geraldo Magela (Senado Federal)/Divulgação
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) aberta no Congresso Nacional para apurar a fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em que milhares de aposentados tiveram desconto indevido em seus contracheques, apresentou, nesta terça-feira (26), o plano de trabalho.
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Um acordo entre a base do governo e a oposição estendeu a lista de autoridades a serem ouvidas para incluir todo o período desde 2015. Antes, a previsão era que fossem votados apenas os ex-ministros Eduardo Gabas, do governo Dilma Rousseff; José Carlos Oliveira, do governo Bolsonaro; e Carlos Roberto Lupi, do atual governo Lula. Os ministros da Previdência que ocuparam o cargo no período serão convidados, ou seja, o comparecimento será facultativo em um primeiro momento.
Representante do governo Lula na CPMI, o deputado santa-mariense Paulo Pimenta (PT) afirmou que serão incluídos “ministros que tinham responsabilidade direta na gestão do tema da Previdência”.
Diversos deputados pediram a inclusão do ex-ministro da Economia Paulo Guedes, que teve sob sua pasta a Previdência Social entre 2019 a 2021. O governo Lula, que sofreu uma derrota avassaladora no comando da CPMI – o controle é da oposição com o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente, e deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator –, tende sofrer o maior desgaste até pela incapacidade de articulação.
O importante é a apuração eficaz, mas, com a proximidade da eleição, tende a servir mais de palanque eleitoral.