A reunião do diretório do Progressistas sobre os rumos para as eleições de 2026, na tarde da última segunda-feira, deu a dimensão da grande e tumultuada divisão em que o partido está mergulhado. Com o boicote do grupo do pré-candidato a governador, o deputado estadual Ernani Polo, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Eduardo Leite (PSD), prevaleceu a decisão defendida pelo outro pré-candidato ao Piratini, o deputado federal Covatti Filho, também presidente estadual da sigla. Ou seja, ganhou seu nome para correr, mas em caso de aliança, o apoio será para o deputado federal Luciano Zucco, Tenente-Coronel Zucco, nome do PL e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao governo do Estado. Ainda foi aprovada a saída da base da gestão de Leite.
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Em entrevista à rádio CDN na quarta-feira (21), Covatti Filho disse que, a partir de agora, será construído um plano de governo da pré-candidatura de direita dialogado com as bases do interior, onde o Progressistas é muito forte. Afirmou, ainda, que será realizada uma pesquisa para definir o nome mais competitivo para encabeçar a chapa: o dele ou de Zucco. Entretanto, quem deve concorrer é o deputado do PL. Por último, o presidente frisou que já é uma questão sanada o indicativo do seu nome ou da aliança com o PL. No caso, a pré-candidatura de Polo e a coligação com o vice-governador Gabriel Souza (MDB) estão descartadas a partir do resultado da votação, segundo Covatti Filho.
Só que Polo e seus apoiadores continuam rodando o Estado e batem o pé que só uma pré-convenção ou a convenção do partido terá legitimidade para uma decisão. Também a ala não pretende deixar o governo, da qual faz parte o líder do Executivo na Assembleia, Frederico Antunes. Por óbvio, a divisão tem reflexos em Santa Maria. O atual presidente do Progressistas na cidade, Pablo Pacheco, e o ex-presidente Mauro Bakof, entre outros, são aliados de Covatti Filho. Já os vereadores Luiz Carlos Fort e Sergio Cechin são ligados, respectivamente, aos deputados federais Pedro Westphalen e Afonso Hamm, ambos do grupo de Ernani Polo.
Ainda na entrevista, Covatti Filho pregou a unidade e o diálogo dentro do Progressistas, o que será praticamente impossível pelo tamanho do racha e com tantas divergências.