Foto: Arquivo Pessoal
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta segunda-feira (5) o início do estudo clínico de fase 1 para avaliação de segurança do uso da polilaminina para o tratamento de trauma raquimedular agudo. O patrocinador do estudo é a farmacêutica Cristália. A polilaminina é uma proteína produzida pela placenta e, após coletada e processada, passou a ser aplicada no local onde a medula foi lesionada e deixou pessoas sem movimentos nas pernas e braços. O mecanismo de ação ainda não está 100% claro, mas traz mais resultados se for aplicado 72h depois da lesão. Após testes em animais feitos por pesquisadores da UFRJ, também foram realizados experimentos em humanos com sucesso: o bancário Bruno de Freitas ficou tetraplégico em um acidente e recebeu a polilaminina. Após dois anos de fisioterapia, recuperou totalmente o movimento das pernas e braços, o que pode ser considerado um milagre da ciência.
– Era desesperador. Se alguém mexesse no meu pé, eu não sentia. Depois, todo mundo fica incrédulo com a minha evolução – disse à Record TV o bancário Bruno, que anda normalmente e faz musculação.
Agora, o estudo clínico de fase 1 vai avaliar a segurança da polilaminina em cinco pacientes de 18 a 72 anos, que têm lesões agudas completas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10, ocorridas há menos de 72 horas, com indicação cirúrgica. Se estiver ok, serão feitas as fases 2 e 3, para comprovar a eficácia do medicamento. Pode levar alguns anos até o remédio ser lançado, mas é uma grande esperança.