Foto Deni Zolin
Rota vai fazer duas novas pistas da futura duplicação primeiro e, na sequência, refazer as pistas destruídas na enchente.
Depois de um ano e nove meses da enchente, a Rota de Santa Maria começou a reconstrução de um trecho na RSC-287 que havia sido destruído em maio de 2024. No local, segue operando um desvio. A confirmação foi feita pelo secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, em entrevista ao programa Análise – Santa Maria em Debate, da Cacism, que vai ao ar neste sábado (24), às 10h30min, na CDN e TV Diário. O diretor da Rota, Leandro Conterato, disse que vai ser feito primeiro a duplicação (duas novas pistas) com os novos projetos de resiliência (mais resistente) e, na sequência,a reconstrução do trecho destruído.
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Capeluppi afirmou que em breve a Rota vai iniciar essas mesmas obras nos trechos destruídos em Mariante, no interior de Venâncio Aires. Ele não deu prazo de quanto tempo a concessionária levará para concluir essas obras e pôr fim a esses desvios.
– Não tenho o cronograma da Rota, mas acredito que não vai demorar muito para a reconstrução desses trechos afetados pela enchente, até porque a concessionária demonstrou que, quando inicia uma obra, faz com muita agilidade. A duplicação dos trechos urbanos de Santa Cruz e Tabaí começou em novembro de 2024 e foi entregue em agosto de 2025. Fizeram seis quilômetros de duplicação em um trecho complicado, com detonações de rochas, em 10 meses. E agora entregaram mais 6 km duplicados de trecho rural de Tabaí a Taquari poucos meses depois. Já são 12 km duplicados em um ano e pouco – disse Capeluppi.
Ele lembrou que a aprovação dos projetos demora um pouco porque não está sendo apenas refeita a rodovia, mas em novo padrão para suportar novas enchentes. Foram previstas novas galerias e pontes secas para a passagem da água e pistas mais altas e resistentes, para evitar que os aterros sejam destruídos de novo em futuras enchentes. Capeluppi diz que, para isso, os engenheiros não podem só analisar os projetos do local da rodovia, mas verificar se essas novas passagens de água não vão provocar inundações e destruições em vilas e cidades próximas. Por isso, os projetos não podem ser aprovados em questão de dias, como gostaria a população, disse Capeluppi:
– Nós temos de ter muito cuidado com a drenagem da rodovia. Tem pessoas que moram em volta. Se errar numa projeção de mecanismos de drenagem e pontes secas, pode permitir o alagamento de uma cidade no transbordamento de um arroio ou rio. Não é uma brincadeira de colocar máquina na pista e sair executando obra. E as pessoas que fazem isso têm de ter uma responsabilidade. Isso não significa que não estamos preocupados em devolver a rodovia para os motoristas o quanto antes, mas estamos preocupados também com a vida dessas pessoas que moram ali.