Reforço da pista da Base custaria R$ 150 milhões; nova pista é cogitada

Reforço da pista da Base custaria R$ 150 milhões; nova pista é cogitada

Foto: Vinicius Becker

A luta para que Santa Maria volte a ter voos diretos para Campinas (SP) ou São Paulo tem duas frentes. A primeira envolve estudos e tratativas para viabilizar o reforço da pista da Base Aérea para permitir poucos com aviões a jato, enquanto a segunda depende da abertura de uma nova empresa, a Pop Linhas Aéreas, que deve ser lançada no Brasil e operar com os aviões ATR-72, de 70 lugares, que podem pousar aqui na Base e faziam os voos para a região Sudeste.


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Depois da ida de uma grande comitiva de políticos e empresários a Brasília, em setembro passado, a Secretaria da Aviação Civil (SAC) e a Aeronáutica fizeram um estudo para ver a viabilidade técnica e estimar o custo para reforçar a pista da Base Aérea. 

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Santa Maria, Ronie Gabbi, o documento definitivo deve ser entregue em breve, mas as primeiras informações são de que, para viabilizar pousos diários de aviões a jato, seria preciso fazer um reforço de 40 cm de base na pista atual da cidade, que tem mais de 2 km de extensão. Há uma tecnologia que permitiria fazer a obra sobre a pista atual, sem necessidade de escavação, que seria mais demorada.

 
Esse relatório aponta é que a obra custaria R$ 150 milhões. A SAC tem esse recurso disponível para Santa Maria, como tem reserva para a reforma do terminal de passageiros. Mas diante dessa cifra, que se aproxima do valor de uma pista nova, a análise de uma nova pista. E o próximo passo é o estudo do local que pudesse acomodar uma nova pista civil. Uma das hipóteses seria construir do lado da pista atual. A hipótese mais remota seria fazer fora da Base. A partir de março, vão identificar o melhor local para o aeroporto civil. Eles vão avaliar cinco localizações, que vão para a mesa de decisão da SAC. Isso deve ocorre até a metade do ano. Mas seria mais rápido fazer a pista ao lado da atual, até porque seria também mais barato, até para depois manter a operação junto com a Base – disse Gabbi.

 
A vantagem de ter uma pista nova e mais resistente será a chance de Santa Maria ter a possibilidade de mais voos, com aeronaves maiores, como Boeing, Embraer e Airbus, de companhias como Gol, Latam e até Azul. Além de ter mais passageiros nos voos, com 138 ou 176 lugares, permitem transporte de cargas, o que deixa a operação mais vantajosa às empresas.

 
O problema é que, para fazer a nova pista, será preciso confirmar a viabilidade do local e realmente garantir as verbas. Depois, tem toda a burocracia de projeto e licitação de obra. Portanto, pode levar, no mínimo, dois a três anos para a obra sair do papel, na melhor das hipóteses. E depois, será preciso negociar voos com as companhias aéreas.
Pop Linhas Aéreas

Enquanto segue essa briga pela nova pista ou reforço da atual, outra chance de retomar os voos antes disso seria o lançamento da POP Linhas Aéreas por parte da empresa de cargas Total. Ainda não há data para ela começar a operar, até porque está na fase de estudo para implantação da empresa e porque depende das burocracias da Anac. A vantagem é que a POP pretende operar com o ATR-72, que já pode pousar diariamente na pista da Base Aérea.

 
Gabbi disse que já conversou com a direção da Total, que ficou de marcar uma reunião para tratar de voos em Santa Maria quando for concluído o planejamento para lançamento da empresa.

 
– Pedimos voos daqui para São Paulo e para Florianópolis, até porque Santa Maria sempre teve uma boa taxa de ocupação das aeronaves – disse o secretário.
Não se sabe se a POP terá condições de iniciar as operações ainda este ano ou se ficará para 2027.


Voos atuais

Enquanto isso, a cidade segue com voos somente daqui a Porto Alegre pela Azul Linhas Aéreas, mas apenas às terças, quintas e sábados. Sai da Capital às 13h40min e decola de Santa Maria às 15h15min. Os preços para os próximos dias variam de R$ 388, R$ 458 e R$ 1.351.

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