Dar novos rumos à vida, buscar qualidade de vida e acompanhar os caminhos da família são alguns dos motivos que levam muitos associados da APUSM a construírem suas trajetórias fora de Santa Maria. Ainda assim, os vínculos com a cidade e com a Universidade permanecem vivos, marcados por memórias, amizades e histórias que atravessam o tempo.
Nesta edição, conhecemos a trajetória de Ceres Helena Ziegler Bevilaqua, 72 anos, que hoje reside em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Professora aposentada da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Ceres construiu uma carreira sólida e de grande contribuição para a área da educação. Ao longo dos anos, foi coordenadora do Curso de Letras presencial por cinco anos e do curso de Letras a Distância por uma década, além de ter atuado como vice-diretora do Centro de Artes e Letras. Também integrou, por muitos anos, a equipe da COPERVES.
Ela destaca com orgulho sua trajetória na instituição, tanto como egressa quanto como professora, tendo participado da formação de diversas gerações de profissionais da área de Letras. “Orgulho-me muito de ter contribuído para a formação de novos professores”, ressalta.
Casada com Luiz Alberto Bevilaqua, é mãe de dois filhos, ambos formados pela UFSM e atualmente residentes em Brasília. A família cresceu com a chegada dos netos, que hoje são motivo de grande alegria e fazem com que o casal passe períodos na capital federal.
A decisão de deixar o Rio Grande do Sul não foi simples. Segundo Ceres, o apego às origens é uma característica marcante dos gaúchos, mas a própria dinâmica da vida acabou conduzindo a mudança. “Filhos longe, aposentadoria… tudo isso nos leva a buscar novas paragens e mais qualidade de vida. Toda mudança exige decisão, vontade e aceitação. Mesmo sendo para melhorar, a saudade da terrinha e dos amigos bate forte”, conta.
Sobre as diferenças entre a vida em Santa Maria e em outro estado, ela define sua trajetória como ciclos. “Santa Maria foi um período muito importante, com realizações familiares, profissionais e muitas amizades sinceras. Mas, como tudo na vida, esse ciclo se encerrou e outro começou”, reflete. Em Santa Catarina, encontrou novas oportunidades e uma rotina mais tranquila, marcada por momentos de convivência e pela valorização do presente. Ainda assim, mantém viva a essência gaúcha: “Costumo dizer que saímos do Rio Grande, mas o Rio Grande não sai de nós”.
A saudade, segundo Ceres, é presença constante, mas também um elo afetivo. As lembranças dos momentos vividos em Santa Maria permanecem vivas, assim como as amizades construídas ao longo de décadas. “Todos os anos fazemos questão de visitar, pelo menos três vezes, os amigos queridos que temos lá. São vínculos que o tempo e a distância não apagam”, afirma.
Histórias como a de Ceres mostram que, independentemente da distância, os laços com Santa Maria e com a APUSM seguem firmes, conectando trajetórias e mantendo vivas as raízes de quem ajudou a construir essa comunidade.
