Foto: Mateus Ferreira (Diário)
A prefeitura de Santa Maria inaugura, na próxima sexta-feira, dia 6 de março, às 8h, o sétimo Banco Vermelho do município. O novo equipamento será instalado no Centro Comercial Dois Irmãos, localizado na Avenida Prefeito Evandro Behr, 5.941, no Bairro Camobi.
A ação integra o movimento internacional de enfrentamento à violência de gênero e de mobilização pelo feminicídio zero. Pintado de vermelho, o banco traz a frase “Sentar e refletir. Levantar e agir” e divulga telefones para denúncia, funcionando como um alerta permanente à sociedade.
Com a nova instalação, Santa Maria passa a contar com sete bancos em diferentes pontos da cidade. Os demais estão localizados no Calçadão Salvador Isaia (primeiro implantado), na loja Paccini Moda Íntima — primeira empresa privada a aderir à proposta — na Avenida Hélvio Basso, no campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), no Fórum e em frente à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), na Rua Duque de Caxias.

Rede de apoio
Mulheres em situação de violência em Santa Maria podem buscar atendimento no Centro de Referência da Mulher, que oferece assistência social com ou sem medida protetiva. O serviço atende encaminhamentos da rede de saúde e assistência social, além de demanda espontânea.
Em caso de risco iminente, a orientação é acionar o 190, da Brigada Militar, ou o 197, da Polícia Civil. A Deam é responsável pela prevenção, apuração e investigação dos crimes. A Guarda Municipal atua por meio da viatura Guardiões Maria da Penha, enquanto a Brigada Militar mantém a Patrulha Maria da Penha para fiscalização do cumprimento de medidas protetivas.
Feminicídios no Estado
O Rio Grande do Sul registra, até o momento, 19 feminicídios em 2026, número que pode chegar a 20, conforme atualização das investigações.
Entre os casos mais recentes está o de Miriane Lacerda Vieira, 24 anos, morta a facadas pela companheira na tarde de segunda-feira (23), no bairro São Geraldo, em Ijuí, no Noroeste do Estado.
A Polícia Civil também confirmou que o caso de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, desaparecida desde 24 de janeiro em Cachoeirinha, passou a ser contabilizado como feminicídio. O desaparecimento dela e de familiares completa um mês sem que os corpos tenham sido localizados.