Foto: Polícia Civil (Divulgação)
O investigado preso no município é apontado pelas autoridades como responsável por atuar na lavagem de dinheiro da organização criminosa em Santa Maria.
Uma pessoa foi presa em Santa Maria durante a Operação Apakani, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, na manhã desta quinta-feira (11), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com o narcotráfico interestadual e a lavagem de dinheiro.
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O investigado preso no município é apontado pelas autoridades como responsável por atuar na lavagem de dinheiro da organização criminosa em Santa Maria. Até o momento, 26 dos 33 alvos de prisão já foram localizados pelas forças policiais. Além das prisões, foram apreendidos R$ 22 mil em dinheiro e uma arma de fogo durante o cumprimento das medidas judiciais.
A ação é coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), por meio da Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD/DINARC) e da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal (DIPAC), integrando a Operação Narke 6, coordenada nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
A ofensiva mobiliza 249 policiais civis do Rio Grande do Sul e outros 50 de Santa Catarina para o cumprimento de 58 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária, bloqueios de contas bancárias e sequestro de veículos utilizados pela organização.
Conforme o balanço parcial da operação, 13 prisões ocorreram em Porto Alegre e na Região Metropolitana, uma em Caxias do Sul, cinco em Santa Catarina e outras sete pessoas já se encontravam recolhidas ao sistema prisional.
As ações estão sendo realizadas em diversas cidades gaúchas, incluindo Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Em Santa Catarina, os mandados foram cumpridos em municípios das regiões Sul e da Grande Florianópolis, além de diligências em estabelecimentos prisionais do Rio Grande do Sul e do Paraná.
As investigações tiveram início após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas, em 2023. A partir das apurações, os policiais identificaram uma estrutura criminosa responsável pela distribuição de cocaína e crack em larga escala, utilizando imóveis alugados para armazenamento dos entorpecentes e um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas, movimentações bancárias fracionadas e aquisição de bens.
Segundo a investigação, a organização movimentou mais de R$ 21,3 milhões durante o período analisado. Também foram identificadas 21 empresas utilizadas para ocultação e circulação dos recursos ilícitos nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
As diligências seguem ao longo desta quinta-feira, com o cumprimento de novos mandados e a continuidade das buscas. A Polícia Civil não descarta a realização de novas prisões nas próximas horas.