Na última terça-feira (7), pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em parceria como Instituto Riograndense do Arroz (Irga), Emater, Embrapa, cooperativas e produtores realizaram em São João do Polêsine um dia de campo, para discutir os experimentos da região de plantio de milho e soja irrigados pelo sistema sulco-camaleão em áreas de arroz, por meio de rotações de culturas.
– Nesse projeto estamos desenvolvendo rotações de cultura como forma de potencializar o uso dessas áreas. Tem todo um trabalho de adequação dessa área na parte física, química, que não são propriamente desse ambiente, terem uma maior possibilidade de sucesso. Também, através do controle de erva daninha, recuperar o potencial produtivo das áreas de arroz – explica Enio Marchesan, professor do Centro de Ciências Rurais da UFSM.
O sistema de diversificação de cultura permite uma melhor produtividade do arroz, além de possibilitar outras fontes de renda, na mesma área, com a diversificação de culturas.
– Proporcionar manejos diversificados para áreas de várzea, como essa que estamos de arroz, em que a gente busca diversificar e trazer qualidade produtiva, visando sustentabilidade e qualificação dos processos, com uma produção diversificada da matriz do arroz, através da inserção da soja e do milho, com tecnologia e pesquisas que comprovam a eficiência desse projeto – afirma Guilherme Passamani, engenheiro agrônomo da Emater.
O sistema sulco-camalhão trata-se da construção do camalhão, que provoca a abertura de um sulco no solo. O camalhão constitui a zona de cultivo com solo mais profundo e sem compactação, utilizado para a irrigação e drenagem da lavoura, também é utilizado como zona de tráfego para o rodado das máquinas, com ondulações pelas quais corre a água. Na parte alta, o camalhão, é feito o plantio da cultura e na parte baixa, o sulco, a água corre e passam os rodados do trator.