No mês de fevereiro, as obras iniciadas no Calçadão Salvador Isaia, pela Construtora Continental, completam oito meses. As obras estão no quinto e último quadrante do espaço, em direção à Rua Floriano Peixoto. Os serviços haviam sido paralisados em dezembro, devido às comemorações de final de ano, a pedido dos lojistas. No início de janeiro, os serviços retornaram, com a retirada do piso desse último local. Os lojistas e os pedestres estão entre um misto de impaciência e de expectativas para o término das obras, que, conforme licitação, deve se encerrar em junho deste ano. A prefeitura informa que após o término do último quadrante, a próxima etapa é a o paisagismo dos canteiros, pintura do piso e instalação dos postes de iluminação.
Movimento de clientes
Conforme a gerente de uma loja de calçados, Kamila Knierin, 22 anos, as obras no Calçadão já se estendeu mais do que o esperado – ela foi iniciada a cerca de três anos. Além disso, como a reforma está bem em frente à loja, o fluxo de clientes diminuiu.– A queda no movimento, gera consequentemente, a diminuição das nossas vendas. Com o cenário que está hoje, só conseguimos nos agarrar a expectativa de que o Calçadão fique agradável para passeios e que o movimento retorne. E estamos sendo bem afetados pela questão do pó, porque deixamos os calçados em exposição. E a reforma é bem na frente da nossa porta de entrada.
A sub-gerente de uma loja de utilidades, Rozelia Caetano, 47 anos, comenta que o fluxo de clientes não foi afetado pelas obras, mas ela acredita que seja pelo local ter duas entradas, e uma delas é na Rua Venâncio Aires, o que facilita o movimento de pessoas. – A poeira é muita mesmo, é muita terra. Pensando na loja, é ruim para nós e para os clientes, porque os objetos parecem sempre com sujeira e limpamos todos os dias. Acho que a obra já faz um bom tempo que está em frente a uma das entradas, está um pouco demorada sim. Não parece que vai terminar tão cedo.
Expectativas para o término
Para o gestor ambiental Alcemir da Silva Marques, 57 anos, as expectativas são grandes para o término das obras, para melhorar funcionamento do espaço, ficar atraente para os pedestres e para os clientes das lojas conseguirem fazer as compras.
A artesã Alice Rodrigues Leite, 92 anos, não vê a hora do término das obras. Ela relata que mora há anos em Santa Maria, e parece que sempre tem uma reforma que demora demais para ficar pronta:– Estou ansiosa pela finalização, vai ficar ótimo Calçadão. Vamos conseguir caminhar bem a vontade. E o que já foi reformado está bem bom, se não tem um piso melhor, podem deixar esse mesmo.
A obra
A prefeitura de Santa Maria, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, informa que a obra está avançada em 11% comparada ao prazo estimado, estando a obra 63% executada. A perspectiva de entrega é no início do mês de junho. Após, segue a manutenção durante dois anos do paisagismo executado nos canteiros centrais.
Na questão do piso e após a finalização do último quadrante, a Secretaria explica que:
O lixamento do piso é apenas a primeira etapa e está sendo feito por recomendação técnica do fabricante para abertura dos poros do piso, possibilitando a pintura final da paginação. Ainda existem etapas intermediárias como a aplicação do selador com microesferas e a limpeza do piso com ácido. Após a concretagem do último quadrante do piso, a obra entrará na fase de acabamento final. Isso contempla as estruturas dos canteiros centrais, pintura do piso, paisagístico central nos canteiros, instalação dos postes de iluminação, lixeiras e os decks centrais em madeira plástica.
A Construtora Continental, que é de Porto Alegre e tem sede em Santa Maria, é a empresa responsável pela parte do reforço estrutural do pavimento, do piso de concreto, da execução de uma tubulação pluvial e construção de floreiras. Ao final, será feita a colocação de bancos, de decks, das ilhas e do paisagismo.
Os serviços iniciaram em junho de 2022 e, conforme a licitação, a previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em um ano, com mais dois anos de manutenção do espaço. O investimento do município é de R$ 3,6 milhões, que somados às fases anteriores, já ultrapassam R$ 5 milhões.
Nos outros quatro quadrantes os serviços já foram concluídos e o espaço já está liberado para circulação dos pedestres.