Mpox: Rio Grande do Sul registra mais de 320 casos confirmados da doença

Arianne Lima

Mpox: Rio Grande do Sul registra mais de 320 casos confirmados da doença
O Rio Grande do Sul já registra mais de 320 casos confirmados da mpox. A doença viral, que teve a nomenclatura oficializada em novembro de 2022 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é transmitida por meio do contato com lesões de pele de pessoas infectadas ou com objetos e superfícies recentemente contaminadas. Em Santa Maria, foram contabilizados dois casos de mpox ainda em 2022.

Doença e número de casos

Causada por um vírus, a mpox foi diagnosticada e identificada na década de 1960. O período de incubação, que compreende o tempo entre o contágio e o aparecimento de sintomas, é geralmente de seis a 21 dias. Entre os sintomas apresentados, estão febre, dor de cabeça intensa, dor nas costas, inchaço nos linfonodos (pescoço, axila ou virilha) e lesões na pele, sendo recomendada a busca por atendimento médico.

Atualmente, o Rio Grande do Sul registra 327 casos confirmados de mpox, em 43 municípios, e 38 seguem em investigação. Santa Maria contabilizada dois casos confirmados até o momento. O primeiro diagnóstico positivo foi confirmado no 26 de agosto e o segundo, acabou sendo incluído no informe do dia 12 de dezembro.

Tanto no Estado quanto no município, não há registro de óbitos em decorrência desta doença.

Retrospectiva

Após o registro de surtos de mpox no exterior e diversos casos em investigação no país, o primeiro diagnóstico positivo da doença no Brasil foi registrado em 9 de junho de 2022 em São Paulo.

Três dias depois, foi a vez do Rio Grande do Sul. Na época, a confirmação foi enviada pelo Ministério da Saúde à Secretaria Estadual da Saúde (SES) e o caso em questão era de um homem, que estava em Porto Alegre à viagem. A situação era monitorada desde o dia 27 de maio, sendo que homem procurou atendimento médico no dia 19 e novamente no dia 23 do mesmo mês. O paciente foi colocado em isolamento domiciliar.

Com foco no controle e monitoramento da doença, que tem caráter endêmico em países da África, o Ministério da Saúde estabeleceu uma rede de laboratórios para auxiliar na testagem do vírus. O Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Lacen), do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), tornou-se referência do serviço para toda a região do Brasil, com a oferta de até 500 testes RT-PCR por dia.

Em agosto do ano passado, dados sobre casos confirmados, suspeitos e municípios infectados passaram a ser divulgados a partir de informes. Em 2023, a frequência da atualização, que era diária, mudou. Conforme a SES, o documento será publicado todas as sexta-feiras a partir deste mês. “Ministério da Saúde passou a fazer atualizações semanais e o mesmo ocorre no Estado”, justifica.

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