Um rastro de luzes enfileiradas no céu. Essa foi a descrição do fenômeno que muitas pessoas viram durante a noite de quarta-feira (1º) em Santa Maria. A fila de luzes era nada mais, nada menos do que 49 satélites da constelação Starlink que foram lançados pela empresa SpaceX, do bilionário Elon Musk. Desde que os lançamentos iniciaram em 2019, os satélites em órbita já somam mais 3,8 mil unidades.Em Santa Maria, a estação Bate Papo Astronômico (BPA) flagrou o momento da passagem dos satélites e do estágio do foguete Falcon 9, que levou eles. De acordo com Fabricio Colvero, idealizador do projeto BPA, cada um dos satélites que puderam ser vistos a olho nu pesam cerca de 250 kg. Apesar do estágio refletir bem menos luz, ele acredita que o segundo estágio estava junto no momento da passagem:– O foguete Falcon 9 é dividido em dois estágios. O primeiro, que é o maior, impulsiona o foguete até cerca de 70 km de altura. Ele se separa e o estágio pousa novamente (ele tem cerca de 50 metros de comprimento). Já o segundo estágio aciona o motor para colocar os satélites em órbita. Este segundo estágio é menor, tem cerca de 20 metros, e fica um tempo em órbita também, geralmente na frente dos satélites. Retornando para a Terra, ele queima completamente na reentrada da atmosfera e vira lixo espacial, ou seja, não há reaproveitamento – explica.De acordo com o observador astronômico, se as condições climáticas fossem favoráveis, sem nuvens no céu, seria possível ver os satélites novamente, um pouco mais afastados, ainda nesta quinta-feira (2).
Como acompanhar o Starlink
Os satélites estão sempre orbitando algum lugar do céu, por isso, existem aplicativos que auxiliam a localizar os lugares e horários de melhor visibilidade para essa passagem. Um deles é o findstarlink.com, que passa informações sobre os satélites de acordo com o país e a cidade selecionados.