Foto: Renan Mattos (Arquivo/Diário)
O Rio Grande do Sul começou 2026 com aumento expressivo nos casos de feminicídio. Entre 1º de janeiro e 25 de fevereiro, foram registradas 20 mortes de mulheres por violência de gênero no Estado. No mesmo período de 2025, haviam sido 13 ocorrências, o que representa uma alta de 53%. Os dados integram um levantamento da Frente Parlamentar de Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, coordenada pelo deputado estadual Adão Pretto Filho (PT).
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Ao considerar os 56 dias entre o início do ano e 25 de fevereiro, a média é de um feminicídio a cada 2,8 dias – praticamente uma mulher assassinada a cada três dias em território gaúcho. Para o parlamentar, os números evidenciam fragilidades nas políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres no Estado.
– Não se trata de fatalidade ou acaso. O que estamos vendo é a ausência do Estado onde ele deveria estar presente: na prevenção, na proteção e na garantia de políticas públicas eficazes. Quando faltam estrutura, investimento e prioridade política, quem paga com a vida são as mulheres. Cada feminicídio é consequência de uma omissão que precisa ser enfrentada com seriedade – afirmou.
Autor da proposta que inclui o estudo da Lei Maria da Penha no currículo das escolas estaduais, Adão defende que o projeto, que deve ser votado em breve na Assembleia Legislativa, é uma medida estruturante para promover mudanças a médio e longo prazo. Segundo ele, enfrentar a violência de gênero exige mais do que respostas pontuais:
– Precisamos fortalecer a rede de atendimento, ampliar casas de acolhimento, garantir orçamento e trabalhar a educação como ferramenta de transformação cultural. Se quisermos reduzir esses números, o enfrentamento precisa ser permanente e prioridade de governo.
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