Foto: Rian Lacerda (Diário)
O Rio Grande do Sul deve enfrentar um período prolongado de instabilidade a partir de quinta-feira (16), com previsão de temporais, chuva intensa, rajadas de vento, queda de granizo e descargas elétricas em diferentes regiões do Estado. Conforme a Defesa Civil Estadual, o cenário deve se estender pelo menos até a próxima semana.
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Os primeiros sinais de instabilidade devem ocorrer ainda na madrugada de quinta-feira, especialmente nas regiões Central, da Campanha e Oestedo Estado. Nesses locais, são esperadas pancadas de chuva acompanhadas por temporais, ventos que podem superar os 90 km/h, raios e granizo. As condições aumentam o risco de queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e outros transtornos.
Sexta-feira concentra maior risco
Na sexta-feira (17), a instabilidade ganha força e o risco de tempestades severas aumenta na Região Central, além da Campanha, sul, oeste, Costa Doce e Região Metropolitana de Porto Alegre.
Segundo a Defesa Civil, a chuva pode ocorrer com forte intensidade em curtos períodos, elevando o risco de alagamentos, principalmente em áreas urbanas. Também permanece a previsão de granizo, descargaselétricas e rajadas de vento que podem chegar a quase 100 km/h.
Chuva segue no fim de semana
No sábado (18), a frente fria mantém o tempo instável. A Região Centralpermanece entre as áreas de atenção, ao lado das Missões, Vales, Planalto e norte do Estado. Há previsão de chuva intensa, raios, granizo e possibilidade de alagamentos e transbordamento de pequenos rios e córregos.
No domingo (19), a instabilidade avança principalmente para a metade norte do Estado, mas a previsão indica que a chuva deve continuar em diversas regiões gaúchas. Já na segunda-feira (20), as precipitações mais intensas devem se concentrar nas Missões, Planalto, norte e Serra, embora a instabilidade ainda possa atingir outras áreas.
A tendência, conforme a Defesa Civil, é de continuidade da chuva no Rio Grande do Sul entre os dias 21 e 24 de julho, com os volumes e a distribuição das precipitações podendo variar de acordo com as atualizações meteorológicas.
Entenda a previsão
O cenário é provocado por um bloqueio atmosférico sobre o Sudeste do Brasil, que dificulta o avanço da frente fria e mantém calor e umidade sobre o Rio Grande do Sul. Somado à atuação do chamado jato de baixos níveis, corrente de ventos que transporta ar quente e úmido para o Estado, o fenômeno favorece a formação de temporais por vários dias consecutivos.