Com 20% para ser concluída, obra no Perau tem pelo menos 20 dias de atraso no cronograma devido às chuvas

Colaborou: Mateus Rossato

Com 20% para ser concluída, obra no Perau tem pelo menos 20 dias de atraso no cronograma devido às chuvas

Foto: Mateus Rossato (Diário)

Com 80% de conclusão, as obras de contenção na Estrada do Perau acumulam cerca de 20 dias de atraso no cronograma devido às chuvas, mas mantêm a previsão de entrega para o mês de setembro. O panorama foi detalhado na manhã desta quinta-feira (30) pelo superintendente da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Dutra, em entrevista à Rádio CDN (93,5 FM). 

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A intervenção, no entanto, tem gerado transtornos para quem vive no trecho que liga Santa Maria a Itaara. Moradora no local há 30 anos, Elides Maria Martini relatou os problemas diários enfrentados por ela. 

– Falta essa infraestrutura. Desce muita água, parece um rio, e leva as pedras e muita terra. Além disso, afundou muito o calçamento, que já é antigo. Molhado por causa da chuva, e com esses caminhões, com esse peso todo, está afundando tudo. É um horror isso, fica ruim para a gente sair e para entrar – desabafa a moradora, lembrando que a dificuldade afeta diretamente quem precisa trabalhar ou levar as crianças à escola.

"Trânsito dos caminhões danifica o pavimento"

Foto: Mateus Rossato (Diário)

O superintendente da pasta reconheceu a situação. Ele explica que a via antiga não foi dimensionada para suportar o peso dos caminhões da obra, mas ressalta que interromper o tráfego das máquinas com a estrada molhada atrasaria ainda mais a entrega.

– É um relato muito real, muito verdadeiro do que a comunidade sofre com as intervenções. O trânsito dos caminhões termina danificando o pavimento. É um transtorno, e quando se tem uma obra desse porte com essa complexidade, ele é ainda maior – admite Dutra.

Segundo o representante do Executivo, a obra atingiu a marca de 80% de execução. Atualmente, as equipes da FG Fundações e Geotecnia, de São Paulo (SP) estabilizou e grampeou a parte superior da encosta. Agora, a obra recebe as telas de proteção contra erosão e quedas de rochas. O foco das equipes passou para a parte inferior da estrada, a fim de estabilizar e recuperar a base da pista. Para esta reta final, o município aguarda o desembolso da última parcela de recursos por parte do governo federal.

Como a área tem mais de 60 metros de comprimento por 60 metros de altura, são necessárias mais de 1,2 mil perfurações na encosta. O andamento dos trabalhos só não é mais rápido porque o elevado número de dias chuvosos impede a execução dos serviços com segurança. A previsão de liberar o trecho em sistema de pare e siga até o fim de agosto também foi adiada devido às normas de segurança.

– A gente tinha uma previsão de tentar um sistema de pare e siga já no final de agosto para começar a permitir um escoamento, mas essa previsão foi frustrada. O Ministério do Trabalho entendeu que não era seguro para os trabalhadores. A situação é um pouco mais delicada porque a gente não tem espaço suficiente para deixar o trânsito de veículos e a obra ao mesmo tempo – explica o superintendente.

Os trabalhos prosseguirão depois em uma contenção menor, com gabiões e concreto, abaixo da Estrada do Perau. Mas será em uma área bem menor e com serviço mais rápido do que o atual. A estimativa é que a obra seja totalmente concluída entre o final de agosto e início de setembro, quando deve ocorrer a liberação total da estrada. Para isso, a prefeitura vai arrumar outros pontos onde o paralelepípedo foi danificado pelas enchentes de maio de 2024, quando houve deslizamento e a estrada foi bloqueada. O custo total da obra é de R$ 20,7 milhões.

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