Foto: Tales Trindade (Diário)
Com os trabalhos de perfuração e proteção da encosta acima da Estrada do Perau chegando quase à metade, a prefeitura de Santa Maria estima que as obras dessa área equivalente a um campo de futebol sejam concluídas até agosto, quando seria possível uma liberação, mesmo que parcial. A estimativa foi dada pelo superintendente de Infraestrutura de Santa Maria, Ricardo Dutra, que informou que essa possibilidade de liberação com pare e siga dependerá do andamento da obra e das condições de segurança.
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– A ideia de entrega da obra é nos próximos três meses. Estamos falando em final de agosto. Como a estrada é estreita e os equipamentos são grandes, é difícil liberar o tráfego durante o andamento da obra. À medida que tivermos segurança para isso, vamos tentar viabilizar a liberação, pois a gente entende a dificuldade e o prejuízo que é essa estrada não estar operando. É possível que a gente consiga fazer um sistema de pare e siga mais para o final da obra, à medida que a gente for liberando os equipamentos para o pessoal conseguir passar. Mas assim que a gente entender que tem segurança, pois o local é muito estreito. Agosto é o mês mais provável em que a gente possa trabalhar com a ideia de fazer um sistema de pare e siga. Mas a gente tem previsão de meses de chuva, então esperamos que a chuva não nos atrapalhe – disse Dutra.
Segundo ele, essa liberação poderá ocorrer quando for concluída a contenção das encostas acima da estrada. Atualmente, as equipes da FG Fundações e Geotecnia, de São Paulo (SP), seguem fazendo as perfurações na rocha para instalar os grampos metálicos, de até 12 metros de comprimento. Como a área tem mais de 60 metros de comprimento por 60 metros de altura, são mais de 1,2 mil perfurações na encosta.
Dutra diz que os furos são feitos a cada um metro e meio. Debaixo até o topo do morro, são 32 linhas com perfurações. Em cada linha, há cerca de 40 furos em que são cravadas barras de ferro grossas de 10 a 12 metros de comprimento dentro da rocha. Para que elas fiquem presas, é injetado concreto líquido. As hastes de ferro ficam para fora do morro e, depois, serão presas a uma tela de proteção que vai encobrir toda a encosta. Sobre ela, será colocada uma manta para permitir o crescimento de grama.
– A gente coloca geomanta de forma que a grama possa vir depois, para tentar restituir a vegetação com gramíneas, mas não com árvores – diz Dutra.
Quando esse serviço for concluído, a tendência é que seja possível liberar a estrada com pare e siga. Os trabalhos prosseguirão depois em uma contenção menor, com gabiões e concreto, abaixo da estrada do Perau. Mas será em uma área bem menor e com serviço mais rápido do que o atual. A estimativa é que a obra seja totalmente concluída entre o final de agosto e início de setembro, quando deve ocorrer a liberação total da estrada. Para isso, a prefeitura vai arrumar outros pontos onde o paralelepípedo foi danificado pelas enchentes de maio de 2024, quando houve deslizamento e a estrada foi bloqueada. O custo total da obra é de R$ 20,7 milhões.
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