Foto: Mateus Rossato (Diário)
Mesmo com a redução do nível do Rio Vacacaí-Mirim, cerca de cinco famílias seguem com dificuldade de acesso no Bairro Km 3, em Santa Maria, após a pinguela utilizada para atravessar o rio ser destruída pela força da água. Nesta quinta-feira (30), a reportagem esteve no local e constatou que, apesar de o rio ter baixado cerca de um metro em relação ao dia anterior, a correnteza ainda permanece forte, impedindo a travessia dos moradores.
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Com a diminuição do nível da água, os estragos provocados pela cheia ficaram mais evidentes. Parte do barranco foi destruída e a estrutura da pinguela foi arrancada pela força da correnteza. No meio do rio, ainda é possível ver a base de concreto que sustentava a passagem utilizada pelos moradores.

Segundo o morador José Marafiga, a pinguela havia sido construída por ele após outra ocorrência semelhante e era o principal acesso das famílias.
Apesar da situação, Marafiga informou que todos os moradores estão bem de saúde. A maior preocupação, segundo ele, é com as seis crianças que permanecem do outro lado do rio, sem conseguir sair da localidade.
De acordo com o morador, equipes da Defesa Civil estiveram na comunidade na tarde de terça (28), mas não informaram um prazo para restabelecer o acesso. Nesta quarta-feira, até o momento da reportagem, os moradores ainda aguardavam uma nova visita do órgão para receber orientações sobre a situação.
Ele explicou, ainda, que existe um acesso alternativo pelos fundos da comunidade, em direção à BR-158, porém o trajeto é de difícil acesso. Conforme o morador, algumas pessoas conseguiram utilizar o caminho para buscar alimentos, mas a alternativa é inviável para idosos e crianças devido às dificuldades do percurso.
O que diz a prefeitura
Procurada pela reportagem, a prefeitura de Santa Maria informou que todos os ocupantes da área do Km 3, às margens do Rio Vacacaí-Mirim, foram contemplados com moradias em 2024, mas que o local voltou a ser ocupado.
Sobre a pinguela levada pela força da água, o Executivo afirmou que a estrutura foi construída pelos próprios ocupantes e destacou que a aquela região é uma Área de Preservação Permanente (APP), o que impede intervenções no local.

Demais distritos
Na quarta-feira (29), a prefeitura informou que comunidades dos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte estavam isoladas em razão das chuvas. Em Arroio Grande, os acessos às localidades dos Fernandes e Fontana foram interrompidos após danos na passagem molhada dos Fernandes. A Ponte dos Bonas ficou parcialmente interditada porque a estrutura foi levada pela força da água, enquanto o acesso a Arroio Lobato foi bloqueado devido à água sobre a pista.
Já em Boca do Monte, as localidades de Lajeadinho, Santo Antônio e Quilombo também ficaram sem acesso.
Nesta quinta, conforme a Defesa Civil, a situação foi normalizada em Boca do Monte, onde a água baixou e os acessos foram liberados.
Em Arroio Grande, equipes da Secretaria de Infraestrutura seguem trabalhando para restabelecer as passagens afetadas.