De acordo com o mestrando em Biodiversidade Animal, Jossano de Moraes, a ideia de divulgar os dinossauros e outros animais pré-históricos dessa forma está relacionado com a vontade de tornar as informações científicas mais acessíveis, usando um dos assuntos do momento:– A ciência está no nosso dia a dia de muitas formas, só que muitas vezes segue a ideia que ela é “chata” ou fora da nossa realidade. Na tentativa de desfazer esses mitos, é importante juntar o conhecimento científico com as vivências das pessoas para que elas aprendam de uma forma menos monótona – explica.
Como eles agiriam no BBB?
A casa mais vigiada do Brasil não é exatamente um ambiente adaptado para seres pré-históricos, mas certamente seria proveitoso para os pesquisadores que eles tivessem a rotina acompanhada por câmeras durante 24 horas. Conhecer a dinâmica do Big Brother pode, inclusive, ajudar a imaginar como seriam os hábitos dos fósseis quando eles ainda habitavam a Terra.Um dos lugares mais cobiçados da casa é a área externa, entre elas, a famosa piscina. Conforme o pesquisador Jossano, apesar de nenhum dos fósseis ser aquático, provavelmente eles iriam gostar de ficar na volta da piscina porque na região da Quarta Colônia sempre viveram à beira de rios e lagos.
No BBB, sempre tem aquela figura mais briguenta, que gosta de um “fogo no parquinho”, e outra mais branda, que chega a ser chamada de “planta” no game por não se envolver nas intrigas. Para o mestrando, provavelmente o Gnhatovorax seria o encrenqueiro e o Macrocollum seria mais sereno:
– O Gnhatovorax, era um predador que disputava por presas então devia ser bem feroz, enquanto o Macrocollum era um herbívoro mais tranquilo, que vivia em bandos cuidando uns dos outros – conta.
Quem provavelmente ia chamar atenção pela força seria o gigante Prestosuchus, que tinha cerca de oito metros de comprimento com altura de quase dois metros. Outro fato curioso é que provavelmente ele não se adaptaria à “xepa”, justamente por precisar de mais comida.
Como conhecer as celebridades do Cappa?
Os fósseis que foram divulgados na postagem são fruto de muito trabalho de campo e pesquisa. São dias e até mesmo semanas de coletas até um animal completo ser encontrado. – Depois da coleta e transporte vem a preparação quando o fóssil é removido da rocha e “limpo” para que possa seguir na próxima etapa que é o estudo. O estudo é a etapa onde se identifica qual era a espécie, quais eram as características dela e todas as informações que forem possíveis de serem observadas. Tudo isso pode levar anos desde a descoberta até a publicação do fóssil – conta Jossano.
Todas as celebridades do BBB dos fósseis podem ser vistas no Cappa, em São João do Polêsine. A entrada é gratuita e o local funciona de segunda a sexta, das 9h às 16h, mediante agendamento.
Agende-se
Onde – Rua Maximiliano Vizzoto, 598 – Centro, São João do Polêsine – RS, 97230-000
Quando – De segunda a sexta, das 9h às 16h.
Quanto – De graça
Mais informações – (55) 99974-1090 ou e-mail: [email protected]