Esta sexta-feira é o dia de grandes ofertas em lojas virtuais e físicas que participam da chamada Black Friday (sexta-feira negra, em inglês). A promoção vem ganhando mais adeptos em Santa Maria a cada ano, tanto na internet, quanto nas ruas e shoppings. Principalmente no comércio virtual, é necessário ter alguns cuidados para não ser enganado veja no quadro.
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:: Como garantir a segurança nas compras pela internetPela divulgação cada vez maior, o dia acaba sendo uma oportunidade para consumidores e lojistas. Porém, ao ver descontos de até 70% nas vitrines e sites de compras, o consumidor pode ficar se perguntando se o lojista está lucrando algo com o abatimento, ou se o preço normal é injusto.Uma loja da cidade que aderiu neste ano à promoção foi a joalheria e ótica Pontelli. De acordo com o proprietário, Tiago Pontelli, a empresa decidiu usufruir da divulgação do evento, mesmo atuando em um segmento em que é difícil oferecer descontos:
Em joias, por exemplo, não existe liquidação. Mas, para aproveitar o estardalhaço que vem se fazendo sobre a Black Friday, principalmente na internet, resolvemos oferecer descontos na nossa linha de relógios explica Pontelli.
Já a Urbanes, especializada em venda de imóveis, participa da promoção pela segunda vez:
Tivemos ótimos resultados no ano passado, quando fomos pioneiros da Black Friday em Santa Maria. Por isso repetimos os descontos, sobretudo para compras à vista disse Hélio Junior, diretor da empresa.
Um decisão estratégica
Para o empresariado aderir ou não a uma promoção como esta deve ser algo bem pensado. Especialistas e lideranças do setor de varejo afirmam que a decisão de entrar em uma liquidação deve ser criteriosa na escolha dos produtos, mas que o principal cuidado é em relação à credibilidade, deixando claro ao consumidor que a redução de preços é real. Uma das dicas para empresa conquistar a confiança do consumidor é manter as etiquetas com o preço antigo no produto.
Esse foi um dos assuntos debatidos no painel Gestão de Varejo, promovido pela CDL Santa Maria, na quarta à noite. Participaram do evento Rayone Muller, diretor presidente da Muller Partners, Ruy Giffoni, administrador do Royal Plaza Shopping, e Vilson Noer, presidente da Associação Gaúcha de Desenvolvimento do Varejo, e o jornalista do Grupo RBS Tulio Millmann que foi o mediador.
Giffoni e Noer defenderam que as liquidações são necessárias para aumentar as vendas em épocas de queda de movimento e também para reduzir os estoques. Ficar com mercadorias acumuladas gera um custo de mais de 20% ao ano, se o lojista tiver de pegar empréstimo para capital de giro. Giffoni disse que as grandes redes de varejo trabalham com estoque praticamente zero e que, mesmo com descontos de até 70%, qualquer lojista pode ter lucro.
Veja abaixo a lista de empresas da cidade que aderiram à Black Friday:
- Minami (concessionária Honda)
- Pontelli
- Sul Ofertas
- Urbanes
- Hering
- Riachuelo
- Marisa
- Americanas
- Renner
- Hering
- BB Básico
- Smart Machine
- M Martan
- Colombo
- Damyller
- Magazine Luiza
- Taqi
- Ponto Frio
- Claro
- Tim
- O Boticário
- Nação Verde
- Maxxi Atacado
- TOK
- Ótica Ricardo
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