Por onde anda? Goleiro histórico do Inter-SM se aposentou no rival e equilibra vida de empresário ao lado da família

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Foto: Jean Pimentel (Diário/Arquivo)

Entre várias passagens, o goleiro totalizou 213 jogos pelo Inter-SM, em quase uma década de atuação pelo clube

Dono de uma das trajetórias mais marcantes do futebol de Santa Maria, o ex-goleiro Laerte Rossi Fontana, o Goico, foi o entrevistado do quadro Por Onde Anda?, do programa Papo D Esporte, da Rádio CDN. Aos 50 anos, ele relembrou a carreira construída nos gramados gaúchos, especialmente a ligação com o Inter-SM, clube pelo qual se tornou o goleiro com mais partidas disputadas na história, com 213 jogos.

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Natural de Santa Maria, Goico iniciou sua trajetória profissional no Inter-SM. Foi no clube alvirrubro que deu os primeiros passos no futebol e construiu uma relação que atravessou mais de uma década.

– Foram anos memoráveis. Entre idas e vindas, fiquei aproximadamente uma década no Internacional de Santa Maria. Foi lá que aprendi muito sobre o esporte, sobre respeito, princípios e valores. Tive pessoas muito importantes na minha formação, como Tadeu Menezes, Sandro Gomes, Tigre e Miguel. Tudo começou ali – recordou.

Segundo Goico, a experiência no Alvirrubro começou cedo. Aos 16 anos, ele já integrava o elenco profissional como reserva e convivia com atletas mais experientes, aprendizado que considera fundamental para a sequência da carreira.


Na história

Entre os diversos momentos vividos no clube, Goico destaca a temporada de 2008 como o ponto alto da carreira. Naquele ano, o Inter-SM conquistou o título de Campeão do Interior do Campeonato Gaúcho e encerrou a competição na terceira colocação geral, atrás apenas de Inter e Juventude.

– Foi o ano que consolidou minha passagem pelo clube. Fui considerado um dos melhores goleiros do campeonato e conseguimos uma campanha histórica. Foi um ano fantástico – relembrou.

Além da conquista, o goleiro participou de campanhas que colocaram o Alvirrubro repetidamente na disputa pelo acesso à elite do futebol gaúcho.

Beliscamos o acesso várias vezes. Chegamos a quadrangulares finais, fizemos campanhas épicas. Faltou aquele detalhe para subir, mas foram anos muito especiais.

Outro momento inesquecível aconteceu em 17 de agosto de 2008. Em partida válida pela Série C do Campeonato Brasileiro contra o Engenheiro Beltrão-PR, Goico marcou um dos gols mais inusitados da história do clube: uma bicicleta nos acréscimos, que garantiu o empate em 1 a 1.


Pelo interior gaúcho

Apesar do histórico no rival, foi no Riograndense que Goico aposentou as luvas, em 2016Foto: Jean Pimentel (Diário/Arquivo)

Depois de se firmar no Inter-SM, Goico construiu uma carreira longeva no futebol do interior. Ao todo, foram mais de 800 partidas como profissional.

O goleiro passou por clubes como São José de Cachoeira do Sul, Cachoeira, São Gabriel, Farroupilha, Grêmio Bagé e Guarany de Bagé. Também vestiu a camisa do Riograndense, rival histórico do Inter-SM, onde encerrou a carreira em 2016.

Apesar da rivalidade entre os dois principais clubes de Santa Maria, Goico guarda carinho pelas passagens tanto pelo Inter-SM quanto pelo Riograndense.

– Tive a honra de trabalhar nos dois clubes. No Riograndense também fui muito feliz. Hoje desejo que o Inter volte para a Série A do Gauchão e que o Riograndense também consiga crescer novamente. A gente sabe o quanto é difícil fazer futebol no interior.


Nova rotina

Atualmente, Goico vive em Antônio Carlos (SC), com a esposa Charisse e a filha LavíniaFoto: Arquivo Pessoal

Após encerrar a carreira profissional, em 2016, o ex-goleiro decidiu priorizar a vida familiar. Hoje vive em Antônio Carlos, na Grande Florianópolis (SC), onde atua no ramo de móveis planejados ao lado da esposa, Charisse Fernandes.

O casal comanda o Studio Plano B, empresa especializada em projetos de mobiliário sob medida. Segundo Goico, a decisão de deixar o futebol esteve diretamente ligada ao desejo de acompanhar mais de perto o crescimento da família.

– Sou muito feliz, como pai, empreendedor e marido. Faz uma década que me aposentei e posso dizer que foi a melhor decisão que tomei na minha vida. Eu convivi com atletas que acabaram não participando de fases importantes de seus filhos. Eu estou tendo essa oportunidade com a minha filha, a Lavínia (6 anos), que é uma menina fantástica – conta Goico, que tem ainda duas enteadas, Evelyn, 23, e Maitê, 13, que moram em Porto Alegre e Canoas, respectivamente.

Embora tenha se afastado do futebol profissional, Goico segue ligado ao universo esportivo. Atualmente cursa Educação Física e não descarta desenvolver projetos na área futuramente.

— É um sonho que eu tinha. Estou aprendendo muito e tenho certeza de que ainda existem grandes projetos pela frente. O esporte me ensinou muita coisa e continua fazendo parte da minha vida — concluiu.


Confira a entrevista completa



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