Filme santa-mariense representa o Brasil em festival internacional de cinema em Cuba

Filme santa-mariense representa o Brasil em festival internacional de cinema em Cuba

Foto: TV OVO (Divulgação)

O documentário Quando a Gente Menina Cresce, primeiro longa-metragem da TV OVO, representa o Brasil na 20ª edição do Festival Internacional del Cine Pobre de Gibara, em Cuba. O festival ocorre entre os dias 14 e 18 de julho (de terça a sábado) e reúne produções independentes de diferentes partes do mundo. 

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O filme santa-mariense dirigido por Neli Mombelli integra uma seleção de dez obras na categoria de documentário de longa-metragem, ao lado de produções de outros cinco países, e será exibido nesta quinta-feira (16), às 15h30min (horário de Brasília), no Museo Municipal de Gibara.

Criado em 2003 pelo cineasta cubano Humberto Solás, o Festival Internacional del Cine Pobre de Gibara nasceu com o propósito de promover a criatividade, a justiça cultural e a democratização do cinema por meio da valorização de obras autorais produzidas com recursos limitados.

Após quase um ano de sua estreia em festivais, Quando a Gente Menina Cresce segue confirmando participações em mostras nacionais e internacionais, ampliando sua circulação para além do território brasileiro.


Seleção também em mostra nacional

Em solo brasileiro, o longa também foi selecionado para a 9ª Mostra Sesc de Cinema, uma das principais vitrines do audiovisual independente brasileiro. Nesta edição, a Mostra recebeu mais de 1,9 mil inscrições de todo o país e selecionou apenas 52 obras para os panoramas nacionais e estaduais. Quando a Gente Menina Cresce foi um dos filmes escolhidos para integrar a Mostra Estadual.

Para a diretora Neli Mombelli, cada nova seleção representa a oportunidade de ampliar o encontro do filme com diferentes públicos. Segundo ela, embora não seja possível prever como cada espectador receberá a obra, Quando a Gente Menina Cresce foi concebido com a intenção de provocar diálogos sobre uma etapa da vida ainda cercada por tabus, especialmente em relação à menstruação.

– Fazer um longa é um processo árduo. Depois, ainda existe todo o trabalho de inscrevê-lo em festivais e são muitas as tentativas. Por isso, cada seleção é motivo de uma alegria imensa, porque exibir o filme que fizemos é tudo o que mais queremos. Queremos que ele encontre o público e seja uma semente para debates, reflexões ou até mesmo para momentos de entretenimento – conta a diretora.


Trajetória nos festivais

As novas seleções dão continuidade ao percurso iniciado em 2025, quando o longa começou a circular por importantes festivais do país. A estreia foi no 53º Festival de Cinema de Gramado, onde o documentário conquistou os prêmios de Melhor Longa-Metragem Gaúcho, Melhor Filme pelo Júri Popular e Menção Honrosa para o elenco feminino. A participação em Gramado marcou o início da trajetória do filme no circuito nacional de festivais e deu projeção à produção para novas mostras.

Ainda em 2025, o filme foi selecionado para o Festivalzinho, mostra integrante da programação do 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o festival de cinema mais longevo do país. Voltada a crianças, adolescentes e escolas, a mostra ampliou o alcance do filme junto ao público infantojuvenil e reforçou seu potencial para estimular o diálogo sobre temas que atravessam a infância e a adolescência.

Produzido pela TV OVO e distribuído pela Okna Produções, o documentário segue ampliando seu alcance por meio de mostras e festivais, fortalecendo o diálogo com diferentes públicos e reafirmando a potência de uma história construída a partir das vozes e experiências de meninas e mulheres.


Estreia nos cinemas

Agora, a equipe também se prepara para o próximo passo da trajetória do filme: a estreia nas salas de cinema.

– Estamos trabalhando para levar Quando a Gente Menina Cresce aos cinemas e esperamos que, até o fim do ano, ele possa chegar a uma das salas de Santa Maria. Tenho certeza de que será um momento mágico – projeta Neli.

Sinopse

Um grupo de meninas vive a transição da infância para a adolescência em uma escola pública na periferia de Santa Maria. Elas têm entre 9 e 12 anos e, ao longo do ano letivo, sentem mudanças no corpo, medos, desejos e vivem a expectativa da chegada da primeira menstruação.

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