Clube Caixeiral tenta reconstruir prédio após 8 anos da queda do telhado

Oito anos após a triste madrugada do dia 6 de fevereiro de 2018, quando metade do telhado do Clube Caixeiral desabou, a luta da atual diretoria é viabilizar uma forma de reconstruir o prédio. Depois de mais de 2.920 dias ao relento, sob a ação do sol, da chuva e da ventania, a estrutura ainda das paredes ainda resiste, mas a chaga do prédio agora sem telhado e desocupado bem no coração da cidade, persiste. A atual diretoria chegou a fazer negociações com interessados em comprar ou alugar o imóvel para reformá-lo, no ano passado, mas as tratativas não avançaram.

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Segundo o presidente do Caixeiral, Luiz Fernando Schittler, segue a busca por interessados em assumir o imóvel quase centenário e que tem sua fachada tombada pelo patrimônio histórico do município.

– Tivemos propostas, mas não evoluiu. Estudaremos as propostas que aparecerem – disse Schittler.

Hoje, o Caixeiral tem só 15 associados ativos, pagando mensalidade. Mas o clube não está em atividade porque o único prédio, na esquina da Rua do Acampamento com a Alberto Pasqualini, está interditado e com tapumes na calçada.

Schittler assumiu a direção em janeiro do ano passado, após a administradora judicial ter concluído a reestruturação da entidade, com pagamento de dívidas e a remoção do resto do telhado que oferecia risco. Desde então, busca uma solução para reconstruir o telhado e fazer as reformas necessárias. Segundo laudos de engenharia, as paredes externas estão estáveis e não oferecem risco de desabar, mas a laje interna precisará ser demolida e refeita, o que aumentará o custo. Em função da ação do sol e da chuva, boa parte das paredes e acabamentos terá de ser recuperada.

A intenção da atual diretoria é negociar o prédio atual e, com o valor da venda, comprar um terreno em outra região menos valorizada da cidade para construir uma nova sede. No passado, logo após a queda do telhado, a diretoria anterior chegou a negociar com um grupo de Porto Alegre, que queria abrir um shopping ou grande loja de departamentos no edifício do Caixeiral, pois fica a uma quadra do Calçadão. Na época, em 2021, a coluna apurou que uma das avaliações de corretores apontava que o imóvel valeria pelo menos R$ 12 milhões.

Antes disso, em 2019, a antiga direção havia encaminhado um acordo para alugar o prédio para uma casa noturna, que assumiria a reconstrução do telhado. Logo depois, o negócio acabou não vingando.

Como o imóvel pertence ao clube, são os associados que têm o poder de decisão e a responsabilidade pelo prédio. Pela lei, se houvesse o encerramento do clube, os bens teriam de ser repassados a outra entidade associativa, mas fechar as portas não é cogitado.

Como o imóvel é particular e pertence ao clube, a prefeitura não pode intervir nem assumir o prédio e uma reforma. O município só bancou obras emergenciais para remover o resto do telhado e colocar tapumes porque havia risco aos pedestres. Na época, o serviço custou R$ 300 mil, que terão de ser pagos pelo Caixeiral à prefeitura quando o clube conseguir dinheiro com a venda do prédio.

Atualmente, como está sem atividades, o Caixeiral não tem planos de abrir a venda de títulos para novos associados. Quando seu futuro for definido, a venda poderá ser retomada.

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