Divulgação, TV Globo
Almir Sater começa por Santa Maria a sequência de quatro shows no Estado. O cantor se apresenta nesta quinta, às 20h, no Centro de Convenções da UFSM. Com agenda intensa, logo segue para Porto Alegre, Pelotas e Taquara, locais onde faz shows até dia 20.
O cantor se destaca na cultura brasileira como um músico e compositor criador de um estilo único e original. Suas músicas dialogam com as culturas regionais de seu estado e agradam aos mais variados públicos, do popular ao erudito.
Almir Sater é recordista de público em diversos teatros e festas pelo Brasil. Suas canções estão no imaginário popular. Na turnê que traz ao Estado, todos os seus principais sucessos serão apresentados como Tocando em Frente, Chalana, Trem do Pantanal, Cabecinha no Ombro, assim como as composições mais recentes, como D de Destino e Assim os Dias Passarão, além de canções do último álbum Do Amanhã Nada Sei, lançado no ano passado em formato digital, compondo um repertório que contempla diversos períodos de sua carreira.
BIOGRAFIA
Natural de Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Almir Sater começou a tocar violão aos 12 anos. Com 20 anos, foi estudar Direito no Rio de Janeiro. Pouco habituado com a vida da cidade grande, passava horas sozinho, tocando violão. Um dia, no largo do Machado, encantou-se com o som de uma viola tocada por uma dupla mineira. Desistiu da carreira de advogado e descobriu Tião Carreiro, violeiro que foi seu mestre.
Em 1979, resolveu tentar a sorte em São Paulo, onde conheceu a conterrânea Tetê Espíndola, na época líder do grupo Lírio Selvagem. Fez alguns shows com o grupo, depois passou a acompanhar a cantora Diana Pequeno.
Convidado pela gravadora Continental, gravou seu primeiro disco, Almir Sater em 1981, álbum que contou com a participação de Tião Carreiro. Seu segundo disco, Doma (1982, RGE), marcou seu encontro com o parceiro Paulo Simões.
Em 1984, formou a Comitiva Esperança, que durante três meses percorreu mais de mil quilômetros da região do Pantanal, pesquisando os costumes e a musica do povo mato-grossense. O trabalho teve como resultados um filme de média-metragem, lançado em 1985, e o elogiado Almir Sater instrumental (1985, Som da Gente), que misturava gêneros regionais com sonoridades urbanas, num trabalho eclético e inovador.
Em 1986 lançou Cria, pela gravadora 3M, inaugurando parceria com Renato Teixeira, com quem compôs, entre outras, Trem de lata e Missões Naturais. Em 1989, abriu o Free Jazz Festival, no Rio de Janeiro, depois viajou para Nashville (EUA), onde gravou Rasta Bonito (1989, Continental), encontro da viola caipira com o banjo norte-americano. Gravou ainda Instrumental II (1990, Eldorado), Almir Sater ao vivo (1992, Sony), Terra dos sonhos (1994, Velas) e Caminhos me levem (1997, Som Livre), além de diversas coletâneas.
TELEVISÃO
Convidado para trabalhar na novela Pantanal, da TV Manchete, projetou-se nacionalmente no papel de Trindade. Ainda participou de A história de Ana Raio e Zé Trovão, mas se afastou da televisão, pois as gravações não lhe deixavam tempo para a música. Voltou a TV em 1996, obtendo grande êxito como o Pirilampo da novela O Rei do Gado (Globo). Recentemente, foi Eugênio, no remake da novela Pantanal (Globo).
AGENDE-SE
- O quê: Almir Sater e banda
- Quando: Hoje, às 20h
- Onde: Centro de Convenções da UFSM
- Quanto: a partir de R$ 137,50
- Ingressos: Quioske Kopenhagen e online (www.blueticket.com.br)