Piloto de companhia aérea é preso por exploração sexual infantil

Piloto de companhia aérea é preso por exploração sexual infantil

A LATAM Airlines Group confirmou nesta quarta-feira (11) a demissão do piloto preso na segunda-feira (9) sob suspeita de chefiar uma rede de abuso sexual infantil em São Paulo.

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Em nota, a companhia informou que o homem “não faz mais parte do seu quadro de colaboradores” e reforçou que adota política de tolerância zero para atos que desrespeitem seus valores, ética e código de conduta. A empresa também declarou permanecer à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

 
A prisão ocorreu dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, durante a Operação Apertem os Cintos. A ação foi resultado de uma investigação que durou cerca de três meses, iniciada após denúncia de uma vítima.

 
De acordo com a Polícia Civil, o piloto levava crianças e adolescentes a motéis utilizando documentos de identidade falsos, onde cometia os abusos. As apurações apontam ainda que o homem recebia imagens das vítimas enviadas por mães, avós ou outros responsáveis, em troca de dinheiro.

Segundo os investigadores, cada imagem enviada rendia pagamentos via pix, geralmente entre R$ 30, R$ 50 ou R$ 100. Em alguns casos, o suspeito também comprava medicamentos, pagava aluguel e chegou a adquirir uma televisão para familiares das vítimas. Conforme a polícia, ele primeiro se aproximava da mãe, avó ou responsável legal e, em seguida, deixava claro que o interesse era na criança ou adolescente, fazendo a proposta financeira.

 
Até o momento, dez vítimas já foram identificadas no Estado de São Paulo, mas o número pode ser maior. O celular apreendido com o piloto contém imagens que indicam possíveis vítimas em outros estados.

 
Além do piloto, a avó de três crianças foi presa temporariamente. Já a mãe de outra vítima acabou detida em flagrante por armazenamento e compartilhamento de material de exploração sexual infantil.

 
A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados na capital paulista e em Guararema, na Região Metropolitana, onde o piloto residia. O inquérito apura crimes como estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de criança e adolescente.

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