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Moradora da Irlanda, Priscila Ferreira Leonardi foi morta em junho de 2023, aos 40 anos, durante as férias no Brasil
Ocorreu na última sexta-feira (2), em Alegrete, a primeira instrução do processo criminal que apura a morte da enfermeira Priscila Ferreira Leonardi. O corpo da vítima foi encontrado às margens do Rio Ibirapuitã, em Alegrete, em julho de 2023. Ela tinha 40 anos.
Quatro homens respondem por extorsão seguida de morte e por ocultação de cadáver, entre eles um primo de Priscila. O processo é conduzido pelo juiz de Direito Rafael Echevarria Borba, titular da Vara Criminal local.
Na audiência de instrução realizada na sexta-feira, foram ouvidas cinco testemunhas de acusação e um informante. O magistrado também manteve a prisão preventiva dos réus, que estão na cadeia desde julho do ano passado.
Ainda restam ser ouvidas mais três testemunhas arroladas pelo Ministério Público. Após prazo de cinco dias, para manifestações de pedidos de diligências e outras providências, será marcada data para nova audiência. Em seguida, a instrução passará a ouvir as testemunhas indicadas pelas defesas.
Após, será designada audiência para oitiva do colaborador (que fez delação premiada) e para interrogatório dos acusados. Ainda não há data para o julgamento dos réus.
Herança da família
Priscila havia se formado em Enfermagem pela Universidade Franciscana (UFN). Em 2019, ela se mudou para a Irlanda.
A vítima teria vindo ao Rio Grande do Sul, em julho do ano passado, para tratar da herança do pai, falecido em 2020. Ela também pretendia cobrar uma dívida do primo Emerson Leonardi, morador de Alegrete. De acordo com a acusação (MP), Emerson seria o mandante do crime. Os outros três réus são apontados como integrantes de uma facção que teriam executado o sequestro e a morte da enfermeira.