13 anos após incêndio da Boate Kiss, coletivo cria projeto de prevenção e denúncias sobre segurança em casas noturnas

13 anos após incêndio da Boate Kiss, coletivo cria projeto de prevenção e denúncias sobre segurança em casas noturnas

Foto: Marlon Borba (Arquivo/Diário)

Treze anos após o incêndio da Boate Kiss, que matou 242 pessoas em Santa Maria, será lançado no dia 27 de janeiro de 2026 o projeto Alerta Kiss, iniciativa voltada à prevenção de tragédias em casas noturnas, shows e eventos. A campanha cria um canal permanente de denúncias sobre falhas de segurança e marca uma nova etapa de atuação do Coletivo Kiss: Que Não Se Repita, formado por amigos de vítimas e sobreviventes do incêndio.

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O lançamento ocorre na data em que a tragédia completa 13 anos e coincide com a estreia do site oficial do Coletivo. O principal eixo do projeto é um formulário de denúncias online, que permitirá a qualquer pessoa relatar, de forma anônima, irregularidades em estabelecimentos de entretenimento.

Por meio da plataforma, será possível denunciar situações como superlotação, ausência ou bloqueio de saídas de emergência, problemas em alvarás, uso de materiais inflamáveis, falta de extintores, sinalização inadequada e outras falhas que coloquem o público em risco. Cada registro gerará um número de protocolo, possibilitando o acompanhamento do encaminhamento da denúncia.

As informações recebidas passarão por triagem, análise e filtragem da equipe do Coletivo Kiss antes de serem encaminhadas aos órgãos responsáveis. Para isso, está em fase de tratativas uma parceria institucional com o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, que deverá atuar no recebimento das denúncias consideradas procedentes.

Nesta primeira etapa, o Alerta Kiss funcionará em caráter experimental por 60 dias e receberá denúncias exclusivamente no âmbito do Rio Grande do Sul. O período de teste servirá para avaliar o volume de registros e o fluxo de atendimento. A partir dessa análise, o Coletivo irá discutir a possibilidade de ampliar o projeto para nível nacional.

Além do canal de denúncias, o site contará com uma página de transparência, onde serão divulgados dados consolidados sobre o número de relatos recebidos e os encaminhamentos realizados. A proposta, segundo o Coletivo, é transformar a memória da tragédia em uma ação concreta e contínua de prevenção, reforçando o compromisso com a proteção da vida e a informação pública.

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