Vigilância em Saúde do Estado monitora três casos de hepatite aguda infantil de origem desconhecida

Arianne Lima

Vigilância em Saúde do Estado monitora três casos de hepatite aguda infantil de origem desconhecida

Renan Mattos

Foto: Marcelo Oliveira (arquivo/Diário)

Conforme a Secretaria da Saúde (SES), três casos de hepatite aguda infantil de origem desconhecida são monitorados no Rio Grande do Sul. Neste primeiro momento, ainda não serão divulgadas informações de idade, município de residência e demais detalhes dos estados clínicos dos casos até que as investigações avancem.

Brasil tem 28 casos suspeitos de hepatite em crianças com causa desconhecida

O Ministério da Saúde já havia divulgado alerta sobre casos que se enquadram como prováveis em outros estados brasileiros como Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo).

INVESTIGAÇÃO

Pela definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), um caso é considerado como provável quando a pessoa apresenta hepatite aguda e que tenha sido descartada todos os vírus conhecidos causadores da doença (A, B, C, D ou E). Nesses casos, outros exames são feitos para determinar se a causa pode ser outra, como adenovírus, covid-19 ou arboviroses (dengue, zika e chikungunya).

Ainda em abril, a SES já havia emitido um comunicado com orientações às vigilâncias epidemiológicas das Hepatites Virais dos municípios e regionais do Estado. A hepatite de origem desconhecida está acometendo crianças em, ao menos, 20 países. A doença se manifesta de forma muito severa e não tem relação direta com os vírus conhecidos da enfermidade. Em cerca de 10% dos casos foi necessário realizar o transplante de fígado. Em comunicado divulgado em 23 de abril, a OMS disse que não há relação entre a doença e as vacinas utilizadas contra a Covid-19.

SINTOMAS E TRATAMENTO

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS nas Américas e Caribe, os pacientes da hepatite aguda apresentaram sintomas gastrointestinais e icterícia (quando a pele e a parte branca dos olhos ficam amareladas).

O tratamento atual busca aliviar os sintomas e estabilizar o paciente se o caso for grave. As recomendações de tratamento deverão ser aprimoradas, assim que a origem da infecção for determinada. O Estado orienta que os pais fiquem atentos aos sintomas, como diarreia ou vômito, e aos sinais de icterícia. Nesses casos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente.

Um detalhamento dos sintomas da doença pode ser encontrado no site da Opas.

*com informações da SES

Carregando matéria

Conteúdo exclusivo!

Somente assinantes podem visualizar este conteúdo

clique aqui para verificar os planos disponíveis

Já sou assinante

clique aqui para efetuar o login

Anterior

Andrewes Pozeczek: NFTs – assunto para criativos e investidores inteligentes

Ação para doar sangue reúne Agentes Comunitários de Saúde no Hemocentro Regional de Santa Maria Próximo

Ação para doar sangue reúne Agentes Comunitários de Saúde no Hemocentro Regional de Santa Maria

Geral