Servidor é investigado por agressão a jogadora durante torneio de futsal em Pinhal Grande

Denzel Valiente

Servidor é investigado por agressão a jogadora durante torneio de futsal em Pinhal Grande

A Polícia Civil investiga um possível caso de agressão a uma jogadora durante um torneio de futsal ocorrido no último sábado (18) em Pinhal Grande. O fato foi registrado em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais do 19º Interseleções de Futsal Feminino de Pinhal Grande, um evento em alusão ao Dia da Mulher. A vítima, de 21 anos, afirma que foi agredida com puxões e chutes.

Durante a partida entre os times femininos de Pinhal Grande e Agudo, uma das atletas de Pinhal teria agredido um árbitro que conduzia o jogo, o que, pelo regulamento, deveria desclassificar a equipe. Ao final da partida, as jogadoras de Agudo foram cobrar a exclusão do time da casa e também acabaram desclassificadas. Foi durante a discussão que a atleta Gabriela Amália Tischler teria pego a súmula do jogo —  documento com informações sobre a partida — que estava em cima de uma mesa. Nas imagens da transmissão, é possível ver o chefe do Setor de Desporto e Lazer de Pinhal Grande, Cláudio Cezar Machado Clemente, se dirigindo até a jogadora. Poucos depois ele é segurado por outro homem e Gabriela aparece sendo puxada.

O que diz a vítima

À reportagem, Gabriela afirmou que foi segurada e puxada pelo servidor, e que tentou se defender. Ela ainda disse ter levado chutes nas pernas e que o homem ameaçou lhe dar um soco.

— Ele disse que não ia desclassificar o time da casa e foi até as ‘gurias’ e eu vi o regulamento na mesa e peguei. Nesse momento ele veio correndo na minha direção tentando de todas as maneiras pegar as folhas e começou a agressão. Ele me puxou por um braço para tentar pegar as folhas, viu que não conseguiu e me puxou pelo outro braço até me puxar pela camisa e ameaçar me dar um soco. Por sorte só não levei (o soco) porque o treinador segurou ele. Enquanto isso, ele conseguiu me dar dois chutes que estão marcados ainda — relatou a jovem.

Exoneração

Já nesta terça-feira (21), o servidor suspeito da agressão foi exonerado pela prefeitura de Pinhal Grande. Conforme o Executivo municipal, a exoneração não foi oficializada na segunda-feira (20) devido a um feriado municipal. Conforme o prefeito Lucas Michelon (PP), o servidor foi conduzido pelo setor jurídico da prefeitura até a delegacia para um depoimento.

— Ele já se colocou à disposição da polícia e alega que não houve agressão. Isso quem vai dizer vai ser a polícia. Ele não faz mais parte do quadro de funcionários. O que nós estamos fazendo é o que sempre pregamos, nós temos políticas públicas fortes voltadas para as mulheres, temos vários exemplos voltados para as mulheres. Isso é um fato completamente isolado que não reflete o que administração pensa — declarou Michelon. Além disso, um vereador da Câmara Pinhal Grande apresentou uma moção de repúdio contra o ato ocorrido.

Servidor nega agressão

O servidor Cláudio Cezar Machado Clemente, suspeito da agressão, nega que tenha atacado a jogadora e afirma que foi até ela apenas para recuperar a súmula da partida.

— A delegação de Agudo ficou protestando, gesticulando, eu e arbitragem ouvimos umas palavras agressivas. Nós estávamos tentando contornar a situação para fazer o certo. A equipe de Agudo tinha saído da quadra e, por algum motivo, resolveu voltar e pegaram a pasta com a súmula. Nós vimos e eu corri para pegar o documento, em momento algum eu agredi como a atleta está dizendo, eu simplesmente levei a mão ao encontro dela e peguei os documentos. Eu acho que foi o técnico da equipe dela que me puxou para traz, e eu sem reagir. Não fui para agredir, fui simplesmente pegar a súmula, foi isso que aconteceu — afirmou.

Investigação

Conforme a delegada Luisa Santos Souza, responsável pelo inquérito, esse tipo de situação pode ser enquadrada como um crime de menor potencial ofensivo. A vítima foi encaminhada para exame de corpo de delito e será feito o interrogatório dela e do suspeito. Não há prazo para o encerramento do inquerito. O suspeito poderá ser indiciado pelo crime de lesão corporal leve que tem como pena detenção de três meses a um ano.

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