Santa Maria está entre os 12 projetos selecionados para apresentar ações de resiliência climática em seminário nacional

Santa Maria está entre os 12 projetos selecionados para apresentar ações de resiliência climática em seminário nacional

Foto: Vinicius Becker (Diário)

Santa Maria foi escolhida entre apenas 12 projetos do país para apresentar, em um seminário nacional sobre prevenção de desastres, o modelo de monitoramento e resposta desenvolvido pelo município. A experiência será compartilhada durante o Seminário Nacional de Alertas, em São José dos Campos (SP), evento que marca os 15 anos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). 

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A seleção ocorreu por meio de edital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). No Rio Grande do Sul, apenas Santa Maria e Porto Alegre foram escolhidas.

Em entrevista ao programa Bom Dia Cidade, da Rádio CDN, nesta quarta-feira (1º), o secretário municipal de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson das Neves Junior, afirmou que o reconhecimento está ligado ao modelo desenvolvido pelo município para monitorar riscos e ampliar a comunicação com a população a partir da integração entre órgãos públicos.

Segundo ele, o sistema reúne informações de institutos de meteorologia, monitoramento hidrológico e geológico, além de dados da Defesa Civil e de outros órgãos responsáveis pelo acompanhamento das condições climáticas. Com base nessas informações, são definidos níveis de alerta que orientam tanto as ações da prefeitura quanto as recomendações à população.


Integração e preparação

De acordo com o secretário, um dos diferenciais de Santa Maria é a integração das informações no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), que reúne diferentes órgãos para atuar em situações de emergência.

– O diferencial é a integração que temos em Santa Maria e os novos protocolos que estamos criando de maneira muito objetiva para todos os tipos de desastre – afirmou.

O município também desenvolveu protocolos de resposta para os 65 tipos de desastres reconhecidos no Brasil e disponibiliza ferramentas digitais para divulgação de alertas e informações à população.

Neves Junior ressaltou que o avanço na preparação não impede a ocorrência de desastres, mas permite reduzir seus impactos e acelerar a resposta das equipes.

– Estamos diariamente evoluindo para melhores condições de preparação. Isso não faz com que os desastres deixem de ocorrer, mas nos dá uma capacidade maior de responder e voltar à normalidade no menor tempo possível – disse.

Entre os avanços citados pelo secretário estão a criação da Secretaria de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, a elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos, mapas de suscetibilidade e estudos técnicos, além do cadastramento de moradores de áreas de risco para fortalecer a comunicação preventiva.

Além da apresentação no seminário, Neves Junior participa de atividades promovidas pela iniciativa Cidades Resilientes, liderada pelo Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR). Segundo ele, Santa Maria já atingiu a etapa de municípios que implementam ações de resiliência climática dentro do programa internacional.

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