Foto: Deni Zolin (Diário)
Depois de quatro décadas de funcionamento no calçadão de Santa Maria, a loja da Gang abriu as portas pela última vez neste sábado (18). Durante a tarde, enquanto clientes ainda conferiam as peças compradas, funcionários já faziam a retirada das estruturas onde ficavam as roupas expostas. Agora, parte dos produtos da marca vai passar a ficar disponível em uma seção dentro das Lojas Pompeia.
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A mudança faz parte de uma reestruturação anunciada pelo Grupo Lins Ferrão, proprietário da marca. Segundo a empresa, a decisão acompanha os hábitos de consumo da Geração Z, principal público da Gang. Com isso, as vendas online passam a ter papel ainda mais relevante na estratégia comercial, enquanto a experiência presencial será mantida por meio da integração da marca às unidades da Lojas Pompeia.
A empresa ainda não informou como ficará a situação dos funcionários das atuais unidades da Gang.

Estratégia para fortalecer a marca
A CEO do Grupo Lins Ferrão, Carmen Ferrão, afirma que a Gang segue sob administração da empresa e não foi vendida. Conforme ela, a reestruturação da marca, que completa 50 anos de atuação, busca ampliar a competitividade e fortalecer sua presença no mercado.
Segundo a empresa, a integração entre as marcas permitirá unir a força das vendas digitais à estrutura física já existente nas Lojas Pompeia. Em Santa Maria, uma das unidades da rede está localizada na Rua do Acampamento.
Mudanças para os consumidores
A unificação também deve trazer alterações na experiência de compra. Quem realiza compras pelo site passará a contar com uma rede maior de pontos físicos para retirada e troca de mercadorias.
Além disso, a empresa projeta ampliar a variedade de produtos disponíveis e oferecer novas opções de pagamento nas lojas. A expectativa é que os clientes encontrem, em um único espaço, produtos das duas marcas e tenham mais flexibilidade na hora da compra.
Fim de uma loja tradicional
Em Santa Maria, a mudança atinge um dos pontos mais tradicionais do comércio local, no Calçadão Salvador Isaías. A unidade fez parte da rotina de gerações de consumidores e esteve entre as referências do varejo de moda jovem na cidade.
Ao longo dos anos, a Gang também manteve unidades no Royal Plaza Shopping e no Shopping Praça Nova, cuja operação foi encerrada há alguns anos.
Mudança também alcança a região
O processo de integração não deve ficar restrito a Santa Maria. Cidades da região que possuem lojas físicas da marca, como Santiago, São Gabriel, Rosário do Sul e Cruz Alta, também devem passar pelas mesmas mudanças anunciadas pelo grupo.