Presidente confirma que Inter-SM não jogará Copa FGF e que deixa o cargo em outubro

Presidente confirma que Inter-SM não jogará Copa FGF e que deixa o cargo em outubro

Foto: Vinicius Becker

Presidente concedeu entrevista ao programa Papo D Esporte, da Rádio CDN

Rebaixado no Campeonato Gaúcho após o empate em 1 a 1 com o Monsoon, no último sábado (28), em Santa Maria, o Inter-SM já começa a projetar os próximos passos. Em entrevista ao programa Papo D Esporte, da Rádio CDN, o presidente Pedro Della Pasqua anunciou que o clube não disputará a Copa FGF e que deixará o cargo ao fim do mandato, em outubro.

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O Inter-SM ainda cumpre tabela no próximo sábado (7), às 16h, contra o Avenida, em Santa Cruz do Sul. Segundo Della Pasqua, a equipe deve ser mesclada, com jovens da base compondo maior parte do elenco. Depois disso, o clube entra em período de transição administrativa e definição sobre o comando para a próxima temporada.


Não disputa Copinha

Com a Copa FGF prevista para ocorrer entre maio e julho, Della Pasqua garantiu que o clube não disputará a competição. Segundo o dirigente, o investimento necessário para viabilizar a participação seria de aproximadamente R$ 1,5 milhão. A resposta oficial à Federação Gaúcha de Futebol deve ser enviada até 10 de março, com congresso técnico marcado para o dia 13.

— A Copinha a gente não vai jogar, justo. A gente já gastou tudo que nós podíamos. Todos os patrocínios viáveis a gente já trabalhou. Hoje eu não tenho condições nenhuma e também não vou atrás — afirmou.

O presidente descartou a busca por novos aportes neste momento.

— Eu não tenho como ir para a rua agora com uma maletinha aí atrás. A não ser que algum empresário esteja escutando agora e diga: “Ó, eu quero ver o Inter-SM jogar no segundo semestre, então eu vou lá bancar o futebol do clube”. Hoje eu não tenho condições nenhuma e também não vou atrás.Não vou atrás porque eu já me dediquei o suficiente, entendeu? E também não tenho cara de chegar agora e refazer todos os trabalhos, nem tempo, nem saúde para fazer isso — argumentou.


Saída confirmada

Questionado sobre a permanência na presidência, Della Pasqua confirmou que seguirá até outubro, mas não concorrerá à continuidade do trabalho em 2027. O dirigente afirmou que deixa o clube estruturado e com pendências encaminhadas.

— A gente pode deixar o clube encaminhado, um clube sem dívidas, poder tirar as negativas do clube, o que é um grande avanço também, além de toda parte estrutural que a gente conseguiu colocar. Então o que que eu vejo hoje? Eu vejo que o Inter-SM cresceu, eu vejo que o Inter-SM voltou a ser forte, mesmo num Acesso agora.

Ele também projetou o futuro do Alvirrubro na disputa da Divisão de Acesso de 2027.

— Eu acredito que se tiver um presidente que tenha relações e que se dedique como eu me dediquei, pegando o clube numa situação muito melhor do que eu peguei, e der continuidade ao trabalho com o mesmo nível de investimento, não tenho dúvida, é o favorito do Acesso em 2027 — pontuou.


Sucessão

Além do nome do sucessor, o presidente defendeu que o clube discuta o próprio modelo de gestão. Segundo ele, há pessoas capacitadas no Conselho Deliberativo, mas faltaria disposição para assumir o cargo nos moldes atuais.

Eu enxergo muitas pessoas capazes de fazer isso, mas eu não vejo hoje pessoas dispostas a fazer. A gente tem um conselho deliberativo lá, eu enxergo muita gente capaz, com perfil até, mas não enxergo pessoas dispostas a deixar a família, deixar seus compromissos e abrir mão de muita coisa para poder tocar o clube — avaliou.

Della Pasqua afirmou que o processo eleitoral deve começar com antecedência maior do que a habitual.

— Eu vou chamar uma reunião do conselho para colocar isso, porque eu sei que se eu deflagrar o processo eleitoral um mês antes da minha saída, nós não vamos ter presidente. Eu sei disso. Então tem que começar seis meses antes. Vai ter que ser uma construção coletiva — disse.


Debate sobre modelo de gestão

O dirigente também levantou a possibilidade de mudança estrutural na administração do clube, hoje presidencialista.

— Se o clube vai mudar de presidencialista para um colegiado, não sei. Isso tem que ser estudado. Como é que os clubes do interior são geridos? O São José, por exemplo, tem uma empresa que banca. O Guarany de Bagé é um colegiado. O presidente é pago. Por que a gente não pode ter um presidente pago? Aí eu tenho certeza que vai ter presidente, com empresários por trás ajudando dentro de um colegiado e a parte profissional fica para o presidente. Não sei. É também outra forma. Ou partir para uma própria SAF — argumentou.

Para Della Pasqua, a discussão precisa ir além da escolha de um nome.

— O que eu sei é que esse modelo de gestão presidencialista que o Inter-SM tem ruiu. A gente vai ficar sempre, a cada dois anos, discutindo fechamento ou não do clube, porque poucas pessoas vão se habilitar a trabalhar dessa forma que eu trabalhei por quatro anos. Então é isso que nós temos que discutir a partir de agora. Não só um nome, mas um modelo — concluiu.


Confira a entrevista completa



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