Foto: Mateus Ferreira
O ato do 1º de Maio em Santa Maria reuniu categorias do serviço público, movimentos estudantis e sindicatos.
Na manhã desta quinta-feira (1º), servidores públicos, estudantes e representantes de diversos sindicatos realizaram uma manifestação unificada na Praça Saldanha Marinho, em Santa Maria, em celebração ao Dia do Trabalhador. O ato, organizado pelo Fórum de Lutas em Defesa do Serviço Público, teve início às 9h30min e contou com manifestações, apresentações culturais e serviços de atendimento à saúde prestados por profissionais do setor público.
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Os manifestantes se posicionaram contrários à Reforma da Previdência do governo municipal de Rodrigo Decimo (PSDB), que está em discussão, à precarização das condições de trabalhadores por aplicativos e à privatização da educação e da Corsan/Aegea com críticas ao governo Eduardo Leite (PSDB). O ato foi pautado também pela redução da jornada de trabalho, tema de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Câmara dos Deputados.
os ataques do governo estadual de Eduardo Leite (PSDB), a adoção da escala de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho por um de folga), a precarização das condições de trabalhadores por aplicativos e a privatização da Corsan por meio da Aegea.
A coordenadora de Comunicação e Formação Sindical do Sindicato dos Professores Municipais, (Sinprosm), Celma Pietczak, destacou o simbolismo do 1º de Maio.
— Este é um feriado diferente, porque é dos trabalhadores. Celebramos conquistas históricas, mas também precisamos estar nas ruas para resistir e não perder direitos. Vivemos um período em que lutamos para manter o que já foi garantido – afirmou a professora.
Desde o dia 24 de abril, o Sinprosm está em estado de greve. No ato, o sindicato reforçou essa mobilização e também reivindicou a reposição do piso salarial da categoria.Celma também enfatizou a união entre diferentes categorias.
— A precarização do trabalho atinge a todos. Por isso, estamos aqui em um ato unificado, mostrando que a classe trabalhadora precisa estar junta para enfrentar esses desafios – acrescentou ela.
O Cpers/Sindicato, que representa os professores estaduais, foi outra entidade que se engajou na manifestação. Conselheira do 2º Núcleo da entidade, Cleusa Albuquerque, lembrou que os docentes da rede estadual estão há uma década sem reajuste.
— O Cpers tem 80 anos de história na defesa da educação pública. Estar aqui hoje, ao lado dos colegas do município, é reafirmar nossa luta conjunta. São 10 anos sem reposição salarial, e continuamos reivindicando esse direito – disse Cleusa.

Além dos trabalhadores da educação, a manifestação também contou com a participação do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Camille Telles e Gabriel Assis, da coordenação geral do DCE, ressaltaram que muitos alunos enfrentam jornadas exaustivas de trabalho e estudo:
— É importante discutirmos temas como a escala 6×1 e a precarização do trabalho. Muitos estudantes são também trabalhadores e pesquisadores, e precisam ter seus direitos respeitados — afirmou Camille.
A exemplo do restante do país, o ato do 1º de Maio em Santa Maria reuniu categorias do serviço público, movimentos estudantis, representantes de partidos de esquerda e sindicatos.