Fernando Ramos (Formigueiro Real/Divulgação) e Reprodução
Cinco dias após o assassinato do ex-prefeito de Formigueiro João Natalício Siqueira da Silva, de 64 anos, morto a tiros no último domingo (12), o principal suspeito do crime segue foragido. A Polícia Civil mantém as buscas para cumprir o mandado de prisão preventiva desde o início desta semana.
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O advogado Ariel Cardoso, que representa o investigado, afirmou que pretende solicitar a revogação da prisão preventiva. Segundo ele, o pedido será fundamentado no fato de o suspeito ser idoso e não possuir antecedentes criminais.
Conforme o delegado Antônio Firmino de Freitas Neto, responsável pela investigação, policiais civis e militares continuam realizando diligências para localizar o investigado. Na condição de não ter se apresentado após a decretação da prisão preventiva, ele é considerado foragido da Justiça. As informações foram divulgadas pelo Página Formigueiro Real.
O delegado também alertou que qualquer pessoa que esteja ocultando, dando abrigo ou auxiliando o suspeito poderá responder criminalmente por esse ato.
Na quarta-feira (15), o delegado já havia informado ao Diário que o laudo pericial apontou que João Natalício foi atingido por dois disparos, um no peito e outro nas costas.
Relembre o caso
João Natalício Siqueira da Silva foi morto na manhã de domingo, na Estrada da Capoeira, na localidade de Fundo do Formigueiro.
Segundo a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta que o crime foi motivado por uma disputa envolvendo uma fração de terra em um condomínio rural.
De acordo com o delegado Antônio Firmino de Freitas Neto, um filho da vítima teria adquirido a área e concedido procuração ao pai para utilizá-la no plantio e na criação de gado. O uso do terreno não seria aceito pelo vizinho, apontado como principal suspeito do homicídio, o que teria dado origem ao conflito.
Ainda no dia do crime, a Polícia Civil ouviu testemunhas, entre elas a esposa do investigado e moradores da região, e encaminhou o pedido de prisão preventiva ao plantão judiciário.