Pernas e braços deixados em rua de Porto Alegre são da mesma mulher achada em mala; polícia investiga suspeito com “habilidade para cortes”

Pernas e braços deixados em rua de Porto Alegre são da mesma mulher achada em mala; polícia investiga suspeito com “habilidade para cortes”

Foto: Google Street View (Reprodução)

A Polícia Civil confirmou que o tronco de uma mulher encontrado dentro de uma mala na Estação Rodoviária de Porto Alegre, no dia 20 de agosto, pertence à mesma vítima cujos braços e pernas foram localizados em sacolas de lixo na zona leste da cidade, no dia 13. A informação foi confirmada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) após exame de DNA. A vítima é uma mulher de aproximadamente 50 anos, que ainda não teve a identidade divulgada.


Segundo informações do portal G1, o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Mario Souza, informou que as investigações apontam para a possibilidade de crime passional. Para ele, o autor do crime bárbaro tinha "habilidade em cortes".


- A vítima sofreu cortes limpos, o que difere de ações de facções criminosas, que geralmente usam instrumentos mais grosseiros. Certamente a pessoa que cometeu o crime domina técnicas de corte, possivelmente pela prática médica, veterinária ou experiência em manipulação de carnes - afirmou o delegado.


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O corpo foi encontrado por um funcionário da rodoviária, que relatou que a mala foi deixada no guarda-volumes no dia 20 de agosto por um homem, com a previsão de que outra pessoa a retirasse. Após mais de 10 dias, o odor intenso levou os funcionários a abrir a mala, quebrando os cadeados, quando perceberam que se tratava de um cadáver.


Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a mala foi deixada no setor de guarda-volumes. A Polícia Civil investiga a relação do destinatário indicado na bagagem com o crime, mas os dados permanecem sob sigilo.


As investigações apontam que há elo entre os restos mortais encontrados na Zona Leste e o tronco deixado na mala, mas a confirmação definitiva só foi possível com os exames de DNA realizados pelo IGP. A perícia identificou semelhanças no tipo de esquartejamento, nos tecidos das roupas encontrados e na morfologia da vítima.


Até o momento, a polícia já possui um suspeito, mas ninguém foi preso. O caso segue sob investigação, com o objetivo de identificar e responsabilizar o autor do crime.

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