Caso de cabeleireiro morto em abordagem policial é encerrado sem indiciamento de PM

Caso de cabeleireiro morto em abordagem policial é encerrado sem indiciamento de PM

Arquivo Pessoal

Paulo José Chaves dos Santos, 35 anos foi morto com um tiro

A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava a morte do cabeleireiro Paulo José Chaves dos Santos, 35 anos, ocorrida durante uma intervenção da Brigada Militar no dia 13 de janeiro deste ano, no Bairro Tancredo Neves, em Santa Maria.
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​De acordo com a investigação, o caso foi encerrado sem indiciamento do policial militar que efetuou os disparos. A decisão foi baseada no entendimento de que a ação ocorreu sob a "excludente de ilicitude de legítima defesa de terceiro".

Conforme a apuração, a Brigada Militar foi acionada por familiares da vítima após um surto psicótico e comportamento agressivo dentro da residência da família, localizada na Rua Luiz Stoever.

Caso aconteceu no dia 13 de janeiro, no Bairro Tancredo NevesGoogle Street

 

Segundo a Polícia Civil, quando os policiais chegaram ao local, Santos estava armado com um martelo e escondia uma faca. Em determinado momento, ele teria investido contra o motorista da viatura, que estava dentro do veículo e com mobilidade reduzida.

Diante da situação, o outro policial desembarcou da viatura e efetuou três disparos para interromper a agressão. Um dos tiros atingiu o cabeleireiro, que morreu no local.

Os laudos periciais indicaram que apenas um dos disparos foi responsável pela morte. O tiro atingiu a lateral esquerda do peito de Santos. Durante a investigação, foram analisados os laudos de necropsia, balística e local de crime. Também foram apreendidos o martelo e a faca utilizadas pela vítima durante a ocorrência.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito reuniu um conjunto de provas que incluiu depoimentos de testemunhas, registros de câmeras de segurança e áudios de chamadas de emergência. Os elementos confirmaram a sequência dos acontecimentos e apontaram que a intervenção policial ocorreu para impedir a agressão contra o policial que estava sendo atacado. 

A análise também indicou que o uso de equipamentos não letais não seria possível naquele momento devido à proximidade entre os envolvidos e ao curto tempo de reação disponível. Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil concluiu que a intervenção ocorreu dentro dos limites legais da legítima defesa de terceiro.

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