Sete das 10 testemunhas intimadas para prestar depoimento na primeira audiência do caso da morte do policial civil aposentado Antão Danilo Amaral, 58 anos, foram ouvidas na tarde de sexta-feira (24). Como o Fórum está em obras, as audiências estão sendo realizadas no prédio ao lado na Alameda Buenos Aires. Pelo menos quatro dos cinco acusados estavam presentes. Uma nova data para a segunda audiência deve ser marcada para o depoimento de três testemunhas que faltaram. Amaral foi morto a tiros na madrugada de sexta para sábado ( 29/10), na Rua Coronel Niederauer no centro de Santa Maria.
Os presos chegaram escoltados pela Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) e foram levados à sala de audiências da 2ª Vara Criminal. O adolescente envolvido no crime não está sendo julgado neste processo, ele responde por ato infracional no Juizado Regional da Infância e Juventude (JIJ). Após todas as testemunhas serem ouvidas, os réus irão prestar depoimento e só depois o juiz Fabio Marques Welter irá sentenciar os réus. Ainda não há uma data definida para a nova audiência.
Investigações
Conforme a investigação feita pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil, os indiciados são um adolescente de 16 anos, apreendido horas após o crime, um acusado de 19 anos que foi baleado pelo policial, outros dois de 20 e 25 anos, e ainda um homem de 38 anos, que seria um dos chefes da facção e que teria dado a ordem para que eles roubassem uma caminhonete. Ele estava preso na Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro, mas foi transferido para Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.
A investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) indiciou o homem que atuou como motorista do carro usado no crime por receptação, latrocínio, corrupção de menores e associação criminosa. Os outros dois presos foram indicados por latrocínio, corrupção de menores e associação criminosa. O líder foi indiciado por latrocínio e associação.
O crime
Antão Danilo do Amaral foi morto por volta das 0h50min, na Rua Coronel Niederauer no centro de Santa Maria. Segundo o irmão da vítima, Denir, ele estava dentro do carro esperando a esposa que estava fechando o estabelecimento comercial do filho do casal próximo ao local. Conforme imagens de câmeras de segurança, dois suspeitos se aproximam do carro pela calçada e distraem o policial, enquanto um terceiro suspeito se aproxima com a arma em punho pela rua e atira em Amaral ao ver que ele esta armado.
Pena e reclusão
O latrocínio é considerado crime hediondo, portanto é inafiançável e insuscetível de graça, anistia ou indulto, havendo a previsão de pena de reclusão de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos.