O projeto de reforço da pista da Base Aérea de Santa Maria (Basm), considerado fundamental para viabilizar a retomada de voos comerciais com aeronaves maiores na cidade, segue em fase de estudos técnicos. A informação foi confirmada pelo comandante da Base, coronel aviador Arthur Ribas Teixeira.
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Segundo ele, o trabalho vem sendo desenvolvido em conjunto com o Executivo e o Estado-Maior da Aeronáutica.
— Estamos trabalhado junto com a prefeitura de Santa Maria e com o Estado-Maior da Aeronáutica nesse sentido. Então, desde o ano passado, quando eu assumi o comando dessa Base, a gente tem conversado bastante com a prefeitura e com os órgãos superiores nessa intenção.
De acordo com o comandante, a atualização da pista já recebeu autorização inicial e agora entra em uma etapa de análise técnica mais detalhada.
— Essa reforma da pista, atualização da pista, já foi autorizada. Nós estamos num momento agora de estudos para ver como fazer isso da melhor maneira: quanto tempo vai demorar, os custos, as limitações, para que a gente possa, da maneira mais rápida possível e da melhor maneira possível, colocar essa pista à disposição da sociedade — explica.

Projeto busca viabilizar aviões maiores
A proposta de reforço da pista é discutida há alguns anos e está ligada à possibilidade de Santa Maria voltar a ter voos comerciais para destinos mais distantes, como São Paulo ou Campinas.
Atualmente, a pista da Base Aérea tem cerca de 2,4 km de extensão. Apesar do tamanho, a estrutura suporta apenas operações regulares de aeronaves de médio porte, como os ATR-72, utilizados em rotas regionais, com 70 lugares. O problema é que a única companhia aérea que voa hoje com o ATR-72 é a Azul, que suspendeu os voos para Campinas em 2025 quando entrou em recuperação judicial para negociar dívidas milionárias. Este ano, a empresa saiu da recuperação judicial e planeja voltar a ampliar os voos no Rio Grande do Sul. Em abril, vai apresentar uma proposta de expansão das rotas ao governo do Estado.
Por isso, o reforço estrutural da pista é considerado necessário para permitir pousos e decolagens diários de aviões a jato maiores. Segundo a prefeitura, o custo estimado para reforçar a pista é de R$ 150 milhões. Agora, avalia-se se é melhor fazer o reforço para permitir voos diários com aviões a jato, ou fazer outra pista, que poderia ser ao lado da atual ou em outro local da cidade.