Seis dias após o acidente que vitimou o pintor Gelson da Silva Vieira, 63 anos, peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) fizeram uma nova análise no local do acidente, no carro do médico Marcos Sitya e na bicicleta da vítima. A ação ocorreu na tarde desta quinta-feira (7). Os veículos estão apreendidos à disposição da Justiça.
O viaduto onde aconteceu o acidente na ERS-509, que cruza sobre a BR-158, ficou com o trânsito interrompido por cerca de uma hora, pouco depois das 15h, para a realização do trabalho. A perícia foi solicitada pela Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção á Pessoa (DPHPP), que investiga o caso.
Além das perícias, uma nova testemunha trouxe uma importante prova testemunhal para a polícia. Essa pessoa teve acesso à bicicleta da vítima e relatou que o veículo tinha equipamentos de iluminação e que estavam ligados após o acidente. A informação foi confirmada durante o trabalho realizado pelos peritos.
O delegado Gabriel Zanella e o comissário de polícia que investigam o caso acompanharam o trabalho dos peritos. A primeira perícia foi no Honda Civic do médico e na bicicleta, que estão no depósito de um guincho. Os peritos fotografaram os veículos e também analisaram os estragos.
– São diligências muito importantes. Destacamos a relevância do trabalho do Instituto-Geral de Perícias, no sentido de corroborar aquilo que a prova testemunhal apontou. O trabalho pericial, tanto no carro quanto na bicicleta e no local em que o acidente aconteceu, é muito importante. Os resultados dessas perícias oficiais tenho certeza de que vão fortalecer o inquérito – afirma o delegado.
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A previsão é que concluir todas as diligências até a próxima segunda-feira.
Para a realização da perícia no local do acidente, a polícia solicitou o apoio do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), que interrompeu o trânsito de veículos por cima do viaduto e desviou pela via lateral. No local do acidente, os peritos apreenderam como prova, dois pedaços do para-choque do carro do médico. Eles retornaram ao guincho e viram que as peças se encaixaram no pedaço que faltava na frente do carro.
Os peritos também testaram os freios do Honda Civic e analisaram o sistema de iluminação do carro. O perito criminal Clandio Bortoluzzi Soares explica o motivo dessas análises é saber se havia algum defeito no veículo que possa ter colaborado no acidente.
– Hoje nós fizemos um levantamento lá no local do acidente, coletamos alguns vestígios, fragmentos do veículo e aqui no depósito nos examinamos o veículo, vimos a compatibilidade desses vestígios com os danos no veículo. Fizemos também a perícia dinâmica no carro, saber se está funcionando o sistema de freio, iluminação, se tinha algum defeito no veículo que possa ter colaborado no acidente – explica Soares.
Relembre o caso
O pintor Gelson da Silva Vieira, 63 anos, trafegava de bicicleta pela ERS-509 por volta da 18h30min de 1º de julho quando foi atropelado pelo Honda Civic do médico Marcos Sitya. Ele teve várias fraturas, foi socorrido, levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 17h40min de sábado, 2.
Após o acidente, o médico fugiu do local com a bicicleta de Vieira presa ao para-choque. Na Avenida Nossa Senhora das Dores, o médico é fechado por motoristas que o obrigam a estacionar o carro e chamam a Brigada Militar. No carro, os policiais encontraram uma garrafa de cerveja. Ele se negou a fazer o teste do bafômetro, mas teria assumido que havia tomado vinho ao meio-dia.
O motorista foi preso, encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) da Polícia Civil onde o delegado plantonista determinou o flagrante e seu encaminhamento à Penitenciária Estadual de Santa Maria. No dia cinco, ele teve um pedido de liberdade provisória negado pela Justiça.
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