Para evitar novas falhas, Estado estuda adotar tecnologia digital nas redes de telefone de emergência

Lenon de Paula

Para evitar novas falhas, Estado estuda adotar tecnologia digital nas redes de telefone de emergência

Após Santa Maria ficar com os principais telefones de emergência indisponíveis por cerca de seis horas no último domingo (10) e cinco horas no dia 4 deste mês, a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP/RS) emitiu nota sobre que medidas pretende tomar para evitar que o problema ocorra.

A reportagem questionou sobre como ocorre a contratação e o monitoramento acerca de eventuais problemas e indisponibilidade das linhas de telefonia, e se há algum acompanhamento por parte do órgão sobre o serviço prestado pela operadora Oi aos Serviços de Utilidade Pública e de Emergência (SUP).Também foi perguntado se há perspectivas de investimento na modernização das linhas telefônicas, visto que, segundo o secretário da Secretaria Extraordinária de Inovação e Tecnologia da Informação da prefeitura, Tiago Martini Sanchotene, os SUP do Estado aqui em Santa Maria usam tecnologia analógica.VoIP é a abreviação de Voice Over Internet Protocol, que em português significa Voz sobre protocolo de Internet, também é conhecido como Voz sobre IP ou telefonia IP. Foto: Lenon de Paula Em resposta, a SSP informou ter estudos em andamento para migrar a atual tecnologia (par metálico) para a tecnologia VoIP. A tecnologia Voice Over Internet Protocol (VoIP), que em português significa Voz sobre protocolo de Internet, também é conhecida como Voz sobre IP ou telefonia IP. Trata-se de uma tecnologia amplamente utilizada, principalmente em chamadas de voz por aplicativos de mensagem.

O órgão também informa que a Brigada Militar trabalha para diminuir as indisponibilidades, e que dispões de outros canais de comunicação para minimizar qualquer prejuízo no atendimento à população. Confira abaixo a nota da SSP-RS na íntegraO serviço de atendimento do 190 no interior é executado pela Brigada Militar (BM). O Departamento de Informática da Brigada Militar – responsável por toda área e Tecnologia da Informação e Comunicação da corporação – já tem um contrato de serviços que está em fase de renovação.A instituição tem conhecimento de que todo o serviço de par metálico (onde é possível) está sendo substituído por fibra óptica, porém em alguns locais a operadora ainda não dispõe desse tipo de tecnologia. A BM realiza estudos e tratativas com a operadora para que ocorra, tão logo possível, o processo de migração tecnológica. No entanto, essas adaptações dependem da atualização do contrato e da disponibilidade da operadora.Toda e qualquer ocorrência de indisponibilidade gerada é informada a BM que faz todo o acompanhamento técnico da instabilidade. Normalmente as indisponibilidades são resolvidas dentro do menor prazo possível, porém essas duas ocorrências apresentaram maior grau de complexidade, o que exigiu um pouco mais de tempo de manutenção.Toda vez que isso ocorre outros números locais e até mesmo celulares de serviço e grupos de WhatsApp são disponibilizados para contato com a comunidade, minimizando qualquer possibilidade de prejuízo no atendimento à população. A BM vem trabalhando para diminuir ao máximo essas indisponibilidades tentando aproveitar sempre que possível o uso de novas tecnologias.Um outro projeto que está em andamento na corporação, que vai apoiar essas demandas dos telefones de emergência, é o uso da tecnologia VoIP que permitirá migração de ramais de uma maneira bem mais rápida quando as indisponibilidades forem longas.Porém, reiteramos que alterações demandam estudo de disponibilidade e adaptação, bem como avaliação de investimentos, por este motivo, não podemos estabelecer prazos para que haja alteração na tecnologia utilizada. No entanto, a Secretaria da Segurança Pública e a Brigada Militar estão sempre atentas e buscando alternativas para melhorar o atendimento ao cidadão.Enfatizamos que as explicações não se aplicam aos telefones de emergência 191 (PRF), 199 (Defesa Civil) e 192 (Samu) que não são contatos da Segurança Pública Estadual. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da operadora Oi por e-mail no dia 10, mas até o momento de publicação desta matéria não obteve retorno.

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