O primeiro dos 12 meses para a conclusão da revitalização do Calçadão Salvador Isaia já se passou e as obras avançam a partir da Caixa Econômica Federal, próximo ao viaduto Evandro Behr. Os esforços permanecem junto ao perímetro delimitado com tapumes adesivados que estampam o futuro visual do local. Esta é a etapa final do trabalho, que teve ordem de serviço assinada em junho deste ano.
Na área delimitada, estão sendo realizados os trabalhos de drenagem pluvial e recentemente foi realizada a drenagem superficial. Para tal, já foram colocadas pedras rachão e camadas de britas graduadas. Também já foram colocadas a tubulação, e as caixas coletoras de esgoto pluvial.
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Conforme a prefeitura, neste espaço de 35 metros, serão construídos os decks (canteiros) e floreiras. O piso sob o deck em concreto “terá caimento e servirá como suporte para a drenagem embutida das floreiras centrais, de modo que, em breve, ocorrerá a concretagem estrutural”, disse o Executivo municipal, por meio de nota. O mesmo processo deve se repetir por todo o Calçadão, chegando à Rua Floriano Peixoto.
Segundo a prefeitura, uma vez finalizado o trabalho na área central, as laterais receberão o mesmo procedimento. O acesso às lojas e espaços para circulação de pedestres serão mantidos, já que estão previstos trabalhos no turno da noite. Não foi descartada a possibilidade de os trabalhos ocorreram durante o dia. Se isso acontecer, serão colocadas rampas para possibilitar o acesso às lojas.
Enquanto a obra avança, santa-marienses opinam
Como o cenário externo aos tapumes segue sem mudanças, as opiniões negativas permanecem as mesmas entre alguns santa-marienses e lojistas do Calçadão. A proprietária de uma loja de acessórios Joice Billig, 39 anos, alerta para os perigos atuais:– A questão da calçada não oferece segurança para os idosos. Mulheres que usam salto alto também enfrentam dificuldades para passar por aqui.
Joice ainda observa que mudou o perfil de quem circula pelo local em função das mudanças ocasionadas pelas obras, como a retirada das floreiras, e dos bancos.– Não temos mais tantos turistas e pessoas que passeiam. Quem vem para o Calçadão, já está decido o que vai buscar. São clientes direcionados. Como temos nossa clientela há anos, isto amenizou o prejuízo nas vendas – afirmou.
A aposentada Maria Freitas, 74 anos, criticou a demora para a conclusão da obra. Segundo ela, diferentes licitações já foram feitas e a revitalização do Calçadão não tem fim.
Nesta fase da empreitada o município deve investir cerca de R$ 3,6 milhões, que somados as fases interiores, já ultrapassa os R$ 5 milhões. Este valor é 10 vezes maior que o orçamento inicial. Se cumprido o prazo de entrega, o Calçadão deve estar de cara nova em junho de 2023.
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