Marcelo Oliveira
O vice-governador eleito do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (MDB), que coordena a equipe de transição do governo Eduaro Leite (PSDB), concedeu entrevista ao programa CDN Entrevista, da CDN 93.5 FM nesta quarta-feira (7). Entre os assuntos abordados estão os nomes dos novos secretários e a composição do grupo. Souza também falou sobre a possibilidade de Beto Fantinel estar no governo a partir de 2023.
– É o processo de transição mais tranquilo que nós tivemos na história (do RS) porque é um governo reeleito, cujo seu até então vice ascende ao cargo de governador. Portanto o governador Ranolfo participou dessa gestão atual e isso facilita muito uma transição. – afirmou, sobre a transição entre os governos Ranolfo Vieira Júnior e Eduardo Leite.
Sobre os 11 partidos que participam da transição e que apresentaram 712 propostas ao total, Gabriel confirmou a participação de, ao menos, 10 na nova gestão.
– Desses 11 partidos, 10 tem assento na assembleia legislativa. Nós queremos sim a participação deles no governo. Participar do governo não é só ocupar cargo, mas também colaborar e influenciar os rumos nos próximos quatro anos, para que possamos ser um governo plural, observando o que sempre foi combinado com a população na campanha.
O novo vice gaúcho ainda abordou a possibilidade do deputado estadual Beto Fantinel (MDB) estar entre os nomes do novo governo. Porém, preferiu abster-se de confirmá-la ou não. Além disso, comentou sobre o MDB ter mais espaço no governo.
– É provável que na semana que vem já possamos divulgar outros nomes. Nossa intenção é buscar uma equipe de qualidade.(…) O MDB provavelmente vai indicar parlamentares para comporem o secretariado, não posso antecipar quantos nem quais. A nossa bancada tem quadro valiosos, muito qualificados, um deles é o deputado Beto Fantinel. Ele tem uma série de áreas que ele transita e tem compreensão. Tem competência, qualidade, condições técnicas e condições políticas. Ele fez uma bela votação que também é considerável. Ele tem preparo e pode ser uma das opções, mas não é possível afirmar agora se sim ou se não.
Gabriel Souza também adiantou que não deve comandar uma pasta durante a gestão:
– Como vice-governador eu já tenho minhas funções e vou, naturalmente, receber outras tarefas do governador Eduardo para colaborar com o governo. Minha intenção é colaborar, seja em qualquer posição que eu esteja.