Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O fechamento das agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a indisponibilidade dos sistemas digitais entre os dias 27 (terça) e 31 de janeiro (sábado) devem aprofundar dificuldades históricas enfrentadas por segurados da Previdência Social. A avaliação é do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Rio Grande do Sul (Sindisprev-RS).
+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp
Segundo o INSS, não haverá atendimento presencial nas agências da Previdência Social nos dias 28, 29 e 30 de janeiro, em razão de mudanças programadas nos sistemas previdenciários, conforme solicitação da Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da informação da Previdência.
Além do fechamento das unidades, os serviços digitais do Meu INSS – site e aplicativo – e a Central Telefônica 135 ficarão indisponíveis a partir das 19h do dia 27, com previsão de retorno no sábado, dia 31 de janeiro. Para o sindicato, a interrupção amplia os prejuízos a milhões de segurados que já enfrentam dificuldades para acessar serviços previdenciários.
Fila histórica e sobrecarga de servidores

De acordo com o Sindisprev-RS, o INSS enfrenta atualmente a maior fila de sua história, com cerca de 3 milhões de requerimentos pendentes. Entre janeiro e novembro de 2025, o volume de pedidos teria crescido 23%, alcançando uma média mensal de 1,3 milhão de solicitações.
O sindicato afirma que essa fila representa milhões de pessoas sem renda e sem resposta do Estado em prazo considerado adequado. Para os servidores, o cenário descrito é de sobrecarga permanente, com pressão por metas, insegurança e déficit de pessoal. Medidas administrativas, como a adoção da fila nacional de análise de benefícios, ampliariam a atuação da força de trabalho, mas não resolveriam problemas estruturais, como a precariedade dos sistemas e a falta de investimentos.
Manutenção pode gerar novos atrasos, diz sindicato
O Sindisprev-RS afirma que a própria Dataprev já informou que os impactos das paradas podem se estender além do período oficialmente divulgado. Módulos considerados essenciais, como os de revisão de benefícios e de Certidão de Tempo de Contribuição (CTC), teriam previsão de retorno apenas em fevereiro e março.

Mesmo após a retomada dos sistemas, o sindicato aponta a possibilidade de inconsistências em dados técnicos e cálculos, o que pode provocar novos atrasos no reconhecimento de direitos. Para a entidade, a modernização não pode resultar em fechamento de agências, interrupção de serviços e restrições ao acesso da população à Previdência Social.