Foto: Arquivo Pessoal
O campeão mundial Léo Bittencourt (esq) e os medalhistas Lucas Colpo e Maria Pires (dir)

Santa Maria voltou a subir ao pódio na principal competição de taekwondo Songahm da ATA (American Taekwondo Association). Entre os dias 14 e 19 de julho, em Phoenix, nos Estados Unidos, atletas da Strong Martial Arts representaram o Brasil no Campeonato Mundial e conquistaram um título mundial, além de outras medalhas pela seleção brasileira.
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O principal destaque foi Léo Bittencourt, que conquistou o título mundial na categoria fórmulas tradicionais e ainda garantiu a medalha de prata em fórmulas com armas. Lucas Colpo e Maria Pires também representaram a seleção brasileira e voltaram ao Brasil com medalhas por equipes nas disputas de combate.
Segundo Bittencourt, o título representa a realização de um objetivo construído ao longo de vários anos.
– É uma sensação indescritível. Para quem vive a arte marcial, ser campeão mundial é um sonho concretizado. Estou muito contente com esse resultado – afirmou, em entrevista ao programa Papo D Esporte, da Rádio CDN 93.5 FM.
Caminho até o Mundial
Para disputar o Campeonato Mundial, os atletas precisam passar por um longo processo classificatório. O circuito da ATA é composto por etapas regionais, nacionais e continentais. Apenas os melhores colocados avançam até o Torneio dos Campeões, disputado durante o Mundial.
– Participamos de diversas etapas ao longo do ano. Primeiro vêm os torneios abertos, depois o Nacional, o Pan-Americano e, por fim, o Mundial. Lá estão reunidos os campeões de vários países disputando o título mundial – explicou Bittencourt.
No caso do santa-mariense, o ouro veio na apresentação de fórmulas tradicionais, modalidade que consiste na execução técnica de sequências de movimentos. Ele também ficou com o vice-campeonato na categoria de fórmulas com armas.
Representando o país
Além das disputas individuais, Lucas Colpo integrou a seleção brasileira nas modalidades de combate tradicional (sparring) e combate com bastões (combat weapons). A equipe brasileira conquistou duas medalhas de bronze.
– Fazia quatro anos que a seleção brasileira não subia ao pódio no sparring. Conseguimos o terceiro lugar e também repetimos o bronze no combat weapons – disse.
Maria Pires também fez parte da seleção brasileira de combate com bastões e conquistou o bronze por equipes. A atleta destacou o significado de representar Santa Maria e o Brasil em uma competição internacional.
– A gente não está em uma capital, então levar o nome de Santa Maria para outro país e representar o Brasil é uma experiência muito nobre para nós – afirmou a atleta.
A medalha teve um significado ainda maior para Maria. Durante o ciclo de preparação para o Mundial, ela rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho e precisou passar por cirurgia. Após cerca de seis meses de recuperação, conseguiu voltar aos treinos a tempo de disputar a competição nos Estados Unidos.
Formação que vai além
Os três atletas também são instrutores da Strong Martial Arts, rede que possui duas unidades em Santa Maria e atua ainda em projetos em escolas da cidade. Mas, segundo eles, o trabalho desenvolvido vai além do ensino das técnicas de taekwondo.
– O taekwondo Songahm acaba focando em desenvolver as pessoas física e mentalmente, melhorando as habilidades físicas e também habilidades como perseverança e autocontrole – explicou Bittencourt.
Colpo acrescenta que a escola atende alunos de diferentes idades, desde crianças até adultos, e busca oferecer um ambiente de desenvolvimento esportivo e pessoal.
– A gente atende hoje crianças de 3 anos até alunos que têm 60 anos ou mais. As pessoas buscam não só uma atividade física, mas também desenvolvimento pessoal, disciplina, autocontrole e uma fuga da rotina para poder se divertir.
Próximo desafio
Com o Mundial encerrado, o foco do grupo já está voltado para a próxima competição internacional. Em cerca de três meses, os atletas disputarão o Campeonato Pan-Americano, em Mendoza, na Argentina, dando início a um novo ciclo.
Para Bittencourt, a conquista também serve de incentivo para quem sonha em alcançar resultados na modalidade.
– O sonho do Mundial acabou acontecendo nos últimos dois anos, quando eu foquei mais no meu treino. Precisei me dedicar mais, cuidar da alimentação, da academia e treinar sábado e domingo. O principal fator foi acreditar que eu conseguia. Eu vim de uma origem mais humilde, em que era errado você pensar grande demais, mas isso não me definiu. Acho que essa é a principal mensagem – concluiu.
Confira a entrevista completa