Dez finalizações, mas apenas uma no alvo: os números que ajudam a entender a dificuldade ofensiva do Inter-SM

Dez finalizações, mas apenas uma no alvo: os números que ajudam a entender a dificuldade ofensiva do Inter-SM

Foto: Renata Medina/Inter-SM

Mesmo com maior volume de jogo e presença constante no campo ofensivo, o Inter-SM segue encontrando dificuldade para transformar desempenho em gols no início do Gauchão. A derrota por 1 a 0 para o Juventude, no sábado (17), na Baixada, escancarou um problema que já se perdura três rodadas.

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Os números da partida ajudam a dimensionar esse entrave ofensivo. O Inter-SM terminou o jogo com 71% de posse de bola, contra apenas 29% do Juventude, além de 10 finalizações, superioridade em escanteios (3 a 2) e presença mais frequente no campo de ataque. Ainda assim, apenas uma finalização acertou o alvo, o mesmo número do adversário, que finalizou menos, teve menos a bola, mas foi cirúrgico ao aproveitar a chance que teve.

O dado que mais chama atenção é a dificuldade em converter volume em efetividade. O Alvirrubro circulou mais a bola: foram 297 passes completos, contra 81 do Juventude, mas esbarrou na falta de precisão no último terço do campo. Das dez finalizações, seis foram para fora, duas bloqueadas e apenas uma exigiu defesa do goleiro Jandrei. O Juventude, mesmo com dois jogadores expulsos e extremamente recuado na maior parte do segundo tempo, conseguiu ser mais eficiente quando encontrou espaço.


Avaliação de Coutinho

Após o apito final, o técnico Bruno Coutinho fez um desabafo que foi além da análise tática e apontou para questões de atitude e entendimento do momento vivido pelo clube. Para o treinador, a derrota não se explica apenas por organização ou escolhas estratégicas.

– A falta ou de comprometimento ou de entender o peso deste jogo nos levou a sofrer esse gol. Acho que vai além da organização, da tática, do empenho. É atitude, comprometimento, entender o quanto é grande isso que nós vivemos – afirmou.

A frustração ganha ainda mais peso pelo contexto da partida. O Inter-SM atuou com um jogador a mais desde os 36 minutos do primeiro tempo e passou a ter dois jogadores de vantagem aos 19 do segundo tempo. Mesmo assim, não conseguiu transformar a superioridade numérica em pressão organizada ou chances claras em sequência. Coutinho destacou que as oportunidades existiram, mas foram desperdiçadas, repetindo um roteiro já visto nas rodadas anteriores.

– Tivemos uma bola para matar o jogo na linha da área, sem marcação. Essa é uma bola que não podemos desperdiçar. No jogo anterior também tivemos uma chance clara. A falta de entendimento da grandeza dessa situação nos faz cometer um gesto equivocado – lamentou.

As estatísticas reforçam essa leitura. Apesar de seis chutes dentro da área, o Inter-SM não conseguiu transformar presença ofensiva em perigo real. Não houve registro de grandes chances desperdiçadas nas súmulas estatísticas de sites como 365Scores e SofaScore, o que indica que, mesmo chegando ao entorno da área, a equipe tem dificuldade para gerar finalizações limpas, em condições ideais de gol.

Questionado sobre as mudanças feitas ao longo do segundo tempo, o treinador rebateu as críticas e usou a própria formação adotada como argumento de que o time buscou o ataque.

– Eu abro mão de dois laterais, jogo com três zagueiros, um volante, dois meias e quatro atacantes. E aí sou chamado de retranqueiro. Qual jogador eu deveria tirar para colocar o Juventude para baixo? – questionou.


Próximo compromisso

Em três jogos, o Inter-SM soma dois pontos, ocupa a quinta posição do Grupo B e ainda não marcou gols no campeonato. O próximo compromisso, fora de casa, contra o Inter, no Beira-Rio, às 19h da quarta-feira (21), surge como mais um teste para tentar romper esse bloqueio ofensivo, embora no teste mais difícil da primeira fase. 


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