Foto: Arquivo Pessoal
A gaúcha Rafaela Pavin, natural de Passo Fundo, integra o elenco de O Agente Secreto, filme indicado a quatro categorias do Oscar, e aparece em cena ao lado de Wagner Moura. Ao programa Fim de Tarde, da Rádio CDN 93.5 FM desta quinta-feira (12), ela contou como foi convidada para o teste e alguns relatos dos bastidores. Segundo Rafaela, o convite foi feito pelo diretor assistente e preparador de elenco, Leonardo Lacca, amigo de longa data.
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– Quem me convidou para fazer um teste do filme foi o Leonardo Lacca. Ele é o diretor assistente e preparador de elenco. O Leo é meu amigo há muitos anos – relatou.
Sem experiência anterior como atriz, Rafaela, que é produtora cultural, disse que recebeu apenas o trecho em que participaria e trabalhou a partir da memorização do diálogo. Pouco antes de entrar no set, ela conversou rapidamente com o diretor Kleber Mendonça Filho, que a incentivou a incluir marcas da cultura gaúcha na fala. A escolha foi por uma expressão conhecida dos gaúchos.
– Ele me pediu, inclusive, para trazer alguma expressão do Rio Grande do Sul, me falou para ficar à vontade para fugir um pouquinho do diálogo do roteiro, claro, dentro daquele contexto. Lembrei do “que barbaridade”, que é universal. Desde que eu nasci, eu me lembro dessa expressão – afirmou.
Rafaela também descreveu o impacto de contracenar com Wagner Moura.
– Quando eu cheguei no set, eu percebi que o Wagner estaria na cena e paralisei. “Gente, meu Deus, nem atriz eu sou. Como é que eu vou contracenar com o Wagner?”. Mas deu tudo certo. Foi lindo, foi muito tranquilo – contou.
Sobre a presença do filme no Oscar, Rafaela avalia que o reconhecimento é resultado da trajetória que a produção construiu.
– Eu acho que todo mundo já esperava, mas claro, dá aquele nervoso. Não tinha como a academia não olhar para O Agente Secreto – afirmou.
Vida ligada à arte
A atriz, que atualmente reside em Olinda, coordenou o Cineclube Cinematógrafo, em Passo Fundo entre 2015 e 2021, e exibiu produções de realizadores ligados à Santa Maria.
– Quem colaborou muito para a existência do nosso cineclube foi o Luiz Alberto Cassol, cineasta santamariense. Os dois primeiros filmes que nós exibimos foram do Cassol. E os últimos foram da TV Ovo, da Neli Mombelli e da Denise Copetti – lembrou.