Foto: Arquivo Pessoal (Divulgação)
A Justiça manteve a prisão preventiva de Denis dos Santos Ilha, 42 anos, suspeito de matar Leonardo Detetive de Assis Taborda, 30 anos, em Santa Maria. O crime aconteceu no último domingo (4), sendo o primeiro homicídio de 2026 na cidade. Ilha era ex-companheiro da namorada de Leonardo Taborda.
Autor confesso do crime, Ilha passou por audiência de custódia na tarde de segunda-feira (5). Posteriormente, a defesa ingressou com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que teve a liminar negada.
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De acordo com o advogado Marlon Adriano Balbon Taborda, 50 anos, que atua como assistente de acusação e é irmão da vítima, a prisão preventiva foi decretada em razão da gravidade do crime. Conforme a investigação, Leonardo foi atingido por um tiro à queima-roupa no rosto, sem que houvesse qualquer reação ou meio de defesa.
Durante a audiência de custódia, Denis Ilha, que confessou o crime, teria apresentado versão considerada falsa sobre a abordagem policial. Segundo o advogado, após o homicídio, o autor confesso afirmou que havia estacionado o veículo e caminhado em direção a uma viatura, quando, na realidade, já estava sendo perseguido por policiais militares, que tinham informações prévias repassadas pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).
Ainda conforme o relato do assistente de acusação, a audiência de custódia teve como finalidade exclusiva a análise das condições da prisão, não entrando no mérito da culpa. Mesmo assim, o comportamento do suspeito foi citado como um dos elementos que reforçam a necessidade da manutenção da custódia cautelar.
Ao analisar o habeas corpus, o Tribunal de Justiça entendeu que os fatos são graves e afastou os argumentos apresentados pela defesa, destacando que a decisão de primeira instância estava devidamente fundamentada.
O crime segue sendo investigado, e o réu permanece preso preventivamente, à disposição da Justiça.
O que diz a defesa
A reportagem entrou em contato com o advogado Christiano Pretto, responsável pela defesa de Denis dos Santos Ilha. Ele esclareceu que o habeas corpus impetrado ainda não teve análise definitiva pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
Segundo o defensor, até o momento houve apenas o indeferimento do pedido liminar (decisão provisória), e o mérito do habeas corpus será submetido ao julgamento do colegiado, composto por três desembargadores, ocasião em que a matéria será novamente reavaliada.
O advogado afirmou, ainda, que a defesa aguarda a conclusão do inquérito policial e o resultado das perícias já realizadas, ressaltando que considera prematura qualquer conclusão antecipada sobre os fatos.