– Esse estudo demonstra que quem não se vacinou está muito exposto ao risco. Então, é sempre válido ressaltar a importância da vacinação. Esse é o alerta que deixamos para as pessoas – argumenta o governador Ranolfo Vieira Júnior.
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Estudo
Foram analisados dois cenários, em três faixas etárias (de 12 a 39 anos; 40 a 59 anos; 60 anos ou mais). O primeiro traz razões de riscos entre taxas de mortalidade por 100 mil pessoas-ano, conforme a situação vacinal, por faixa etária; e o número potencial de óbitos evitados caso toda a população estivesse com dose de reforço, em comparação com um cenário no qual toda a população estivesse com esquema vacinal primário completo há mais de 120 dias.
Entre os idosos, o estudo apontou que a razão de riscos para óbito foi 4,4 vezes maior para não vacinados em comparação com vacinados com esquema primário completo sem atraso e 7,7 vezes maior para não vacinados em comparação com vacinados com dose de reforço.
Na faixa dos 12 a 39 anos, conforme o estudo, a razão de riscos para óbitos foi 5,8 vezes maior para os não vacinados em relação aos com esquema primário completo e 6,3 maior para não vacinados comparados a vacinados com dose de reforço. Nesse grupo, o estudo demonstrou que o número potencial de óbitos evitados é de pouco mais de 50 por ano. Já, na faixa dos 40 aos 59 anos, o risco de óbito para quem não tomou vacina e quem teve o esquema primário completo sem atraso é de 5,7 e salta para 11,5 mais para os não vacinados comparados àqueles com dose de reforço, mas mais de 430 óbitos foram evitados com o esquema vacinal.
A secretária de Saúde do Estado, Arita Bergmann, comenta sobre os resultados:
– Os dados comprovam que a vacinação salva vidas. Isso deve servir de estímulo para quem ainda não se vacinou ou está com o esquema vacinal incompleto.
Os dados utilizados para este estudo constam no Boletim Epidemiológico, realizado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde e vinculado à Secretaria da Saúde.
Monitoramento
Outro tópico abordado no Gabinete de Crise foi o Sistema 3As. Nesta semana, não foram emitidos avisos ou alertas para as 21 regiões do sistema de monitoramento, que gerencia a pandemia de Covid-19 no Rio Grande do Sul.
Segundo os dados divulgados, a situação hospitalar no RS é estabilidade no número de internados por Covid. No entanto, é considerada delicada em razão das taxas de ocupação nas Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) hospitalares – em geral, chega a quase 90% – e o risco da entrada das subvariantes, que podem gerar um aumento da demanda por leitos Covid também é considerada.
Embora não tenham sido emitidos avisos nem alertas, os integrantes do gabinete e grupos de trabalho relacionados ao tema permanecem monitorando os dados relativos à pandemia no Estado.
Dados atualizados da Covid-19 no RS:
A média móvel de casos confirmados apresenta redução de 12,9%. Com isso, a incidência semanal de casos no Estado é 171 casos por 100 mil habitantes;O número de internados suspeitos e confirmados aumentou em 60, sendo um crescimento de 37 em leitos clínicos e de 23 em UTI;O número de internados em Leitos Clínicos, suspeitos e confirmados, é de 666, apresentando um aumento de 5,9% quando comparado à semana passada;O número de internados em UTIs, suspeitos e confirmados, é de 194 – 13,5% superior à semana passada;Foram incluídos 71 óbitos na semana, uma média de 10,1 óbitos por dia, representando uma redução de 34,9% em relação à média móvel de uma semana atrás;A taxa de ocupação hospitalar das UTIs adulto no RS é de 88%, sendo de 93,1% no SUS e de 79,3% na rede privada;
Status da Vacinação (% da população residente):
87,9% – Pelo menos uma dose81,3% – Esquema vacinal completo56,5% – Dose de reforço
*com informações do Governo do Estado
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