Na reunião que debateu alternativas para amenizar a superlotação do Hospital Universitário de Santa Maria, nesta quarta-feira, no próprio Husm, ficou decidido que os deputados da cidade e da região vão cobrar uma decisão sobre a gestão do hospital regional. As autoridades querem que o Estado defina quem administrará o hospital em, no máximo, 30 dias, na tentativa de agilizar a abertura do regional e desafogar o Husm.
Segundo o responsável pela 4ª Coordenadoria Regional de Saúde, Moacir Alves, o secretário estadual da área, João Gabbardo, vai a Brasília, no dia 25, para falar novamente com a Ebserh. O Estado está ouvindo propostas também de outros hospitais. Se o Estado optar por um órgão público gerir o hospital regional, o convênio seria mais rápido. Já se decidir por uma entidade privada, será aberto um chamamento público para definir quem será o gestor.
- É compromisso do Estado. Até o final de abril, será definida a questão da gestão do regional - afirmou Alves.
Como a abertura do regional vai demorar, outras alternativas foram levantadas e serão tocadas. A primeira, que já vem sendo negociada pela 4ª Coordenadoria Regional de Saúde, prevê que hospitais da região ofereçam uma rede de apoio ao Husm, recebendo pacientes que passaram por cirurgia no Universitário e ficam em recuperação.
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Na terça, a 4ª CRS teve reunião com os hospitais da região para tratar do assunto. A expectativa é que isso comece a ser feito em breve, em até 60 dias. Outra saída é a apresentação de um plano regional de urgência e emergência, para organizar o atendimento.Leia mais: Mãe de jovem desaparecida faz apelo
Segundo o coordenador da 4ª CRS, Moacir Alves, a Secretaria Estadual de Saúde vai analisar agora um pedido de aditivo de verbas para a Casa de Saúde poder fazer 130 cirurgias de traumatologia por mês pelo SUS. Se isso for aprovado, com a Casa de Saúde fazendo esses procedimentos, ajudaria também a desafogar o Husm.
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