reportagem especial

VÍDEO: professora passou a 'valorizar cada momento da vida' após se recuperar da Covid-19

Agora, para Roselene Abrantes, abraçar o marido e a filha tem mais significado

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Foto: Arquivo Pessoal
Grata por ter vencido a Covid-19, Roselene Abrantes deseja priorizar mais a si mesma e a família

Há várias maneiras de se viver a Páscoa. Pode-se atribuir à data o conceito de travessia, conclusão de uma trajetória ou, ainda, de transformação interior. A segunda data cristã mais celebrada no mundo remete à ressurreição de Cristo. Desde então, tornou-se símbolo de esperança. Mas, desde o ano passado, a data tem um sentido diferente, voltado à esperança. Quem se protege para evitar a contaminação com o coronavírus ou enfrenta as sequelas da doença precisou descartar a ideia de reunir amigos, devido à necessidade de proteger a si mesmo e aos outros. Afinal, se Páscoa é ressurreição, amor e esperança, é, também, proteção e empatia. E, hoje, álcool gel, máscara e distanciamento social devem acompanhar esses sentimentos.

Nesta reportagem especial, o Diário traz histórias de esperança. São cinco novas oportunidades de recomeçar para quem sente que renasceu após enfrentar o vírus da Covid-19. Juntos, cada um dos entrevistados deixa uma mensagem principal: é tempo de valorizar mais a própria saúde, aproveitar as rotinas mais simples do dia a dia e demonstrar amor. Veja, também, a opinião de religiosos e profissionais de saúde a respeito de como valorizar a volta à vida e a recuperação da Covid-19.


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O processo de recuperação como uma nova oportunidade

Ainda ofegante e com um cansaço ao mínimo movimento, a professora Roselene Abrantes, 45 anos, vive um dia de cada vez após dar alta do hospital da Unimed. Ela precisou contar com suporte de oxigênio para respirar, medicamentos e fisioterapia ao ter o quadro de saúde agravado ao contrair o coronavírus. Febre alta e muita dor, aliados ao medo de não ver mais o marido, Alfredo Abrantes, 46 anos, e a filha, Késiah Abrantes, 14, com certeza, a fizeram repensar o verdadeiro significado da vida.

- Eu não tinha mais tempo para nada, muito menos para cuidar de mim. Se saísse para dar uma caminhada, a consciência pesava. Cada minuto era para preparar aulas, participar de reuniões e atender aos alunos. Muitas vezes, dizia não para um filme com minha filha ou para ler algo que não fosse do trabalho - conta Roselene.

UM NOVO TEMPO
Andar por uma hora era um "desperdício de tempo" para a professora. Hoje, ela valoriza cada 10 passos que consegue dar dentro de casa como se fosse uma maratona.

- Positivei em 6 de março e minha imunidade ainda está baixa. A pouca saturação pulmonar, excessivas tosses e dores imensuráveis me deixaram debilitada. Ao ouvir os médicos comentarem que meu caso era sério, entendi que a recuperação dependeria mais de mim, já que a parte deles estava sendo feita. A equipe médica faz o possível, mas não nos garante nada. É assim que, quando ficamos totalmente na mão de Deus e da medicina, encontramos tempo para repensar muita coisa - suspira ela.

Páscoa 2021, para Roselene, é rever prioridades e abraçar ainda mais o marido e a filha, que também venceram a doença. Entre as várias mudanças que almeja, uma delas é, já que trabalha em casa, separar expediente e vida familiar.

- Eu estava com pressão alta por conta do estresse. Admito que deixei o autocuidado para depois. Nesta Páscoa, vivencio uma nova passagem. Ganhei outra chance. No hospital, não sabia o que aconteceria comigo. Quando saí, carreguei um balão com a frase "celebre a vida". Páscoa é isso. Celebrar e agradecer por cada momento - finaliza a professora.

*Colaborou Gabriel Marques


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