reportagem especial

VÍDEO: pastor enfrentou a Covid-19 com fé sobre a própria vida e de sua família

Curado, Levi Oliveira pensa em retomar projetos antigos que estavam esquecidos

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Fotos: Renan Mattos (Diário)

Compreender o propósito do agir de Deus ajudou Levi Oliveira a se manter confiante sobre si e sua família

Há várias maneiras de se viver a Páscoa. Pode-se atribuir à data o conceito de travessia, conclusão de uma trajetória ou, ainda, de transformação interior. A segunda data cristã mais celebrada no mundo remete à ressurreição de Cristo. Desde então, tornou-se símbolo de esperança. Mas, desde o ano passado, a data tem um sentido diferente, voltado à esperança. Quem se protege para evitar a contaminação com o coronavírus ou enfrenta as sequelas da doença precisou descartar a ideia de reunir amigos, devido à necessidade de proteger a si mesmo e aos outros. Afinal, se Páscoa é ressurreição, amor e esperança, é, também, proteção e empatia. E, hoje, álcool gel, máscara e distanciamento social devem acompanhar esses sentimentos.

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O processo de recuperação como uma nova oportunidade

O sociólogo e pastor da Igreja Batista Nacional (IBN) Levi Oliveira, 49 anos, venceu a Covid-19. Foram dias de angústia entre os primeiros sintomas em casa, até a piora do quadro de saúde, hospitalização e volta para casa. Diferente de outras doenças, conforme ele, à medida que o tempo passava, tudo ficava pior. Febre e dores aumentavam, enquanto a saturação do pulmão diminuía. Casado com a pastora Cristiane Jadoski Oliveira, 50, e pai de dois filhos, Christian,17, e Luise, 14, chegou a cogitar a possibilidade de não voltar para casa.

- No quarto dia, meu quadro piorou muito. Vi meu companheiro de quarto ficar mal e ser levado para uma CTI. Ouvi quando a pessoa do quarto ao lado faleceu. Quando meu pulmão ficou com 82% de saturação, uma especialista trocou toda a minha medicação, e foi o que me ajudou. No oitavo dia, percebi que voltava "para o jogo" e, no décimo, retornei para casa. A recuperação é lenta, ainda estou distante do normal, mas só tenho a agradecer esse renascimento - avalia.

PASSA DE TUDO
Segundo o sociólogo, passar a Páscoa em casa é uma segunda chance, tanto para ele quanto para todas as famílias que têm enfrentando a Covid-19 de perto. Agora, além de celebrar cada momento, ele pretende retomar projetos antigos, alguns parados há cerca de 20 anos.

- Nessas horas, compreendemos a diferença entre fé e discurso religioso. Não tive medo de morrer e sei que Deus cuidaria da minha casa, mas queria viver. Fé não é apenas vencer o vírus, mas passar por uma situação dessas sem blasfemar, sem afrontar a Deus ou procurar culpados. Mais do que nunca, sei que ainda tenho muito a fazer e quero cumprir a minha missão - diz.


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